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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Um mundo que não nos merece !

 



credits: Ben_Kerckx

Pixabay Licence


Olho inquieta e estupefacta as imagens que nos chegam dali tão perto de nós, europeus. 

E sentimos nessas imagens que as redes sociais nos vão transmitindo, a cada segundo, a determinação de um povo que corre em auxílio de seu país. E que o abandona para salvar as suas crianças.

As mulheres ucranianas com um misto de beleza, e de sensibilidade são as que hoje saem do seu país, com os filhos a tiracolo, ou agarrados às saias. E resistem a lágrimas que inundam os olhares de mar. 

Os homens, esses,  autênticos guerreiros, heróis corajosos de uma guerra inútil, resistem melhor às armas que não ao coração. 

Uns e outros sabem que pode ser a última vez. A última vez que se tocam. A última vez que se olham. A última vez que ouvem o choro, que abraçam contra o peito, aqueles que no futuro serão os filhos de pais adiados.

Os heróis, afinal, são eles que ficam. E as heroínas, elas que partem com os filhos. As crianças, essas, ficarão para contar uma história que vivem e que as marcará para a vida. 

Umas, revoltar-se-ão para sempre. Outras, crescerão cimentando as cicatrizes de um mundo eslavo, milenar, nunca cicatrizado e eternamente adiado.

E nós? Pedimos Paz, Paz, Paz. Não matem os civis, homens, mulheres e crianças. E suplicamos. Fim da Guerra. 

Juntos, solidários, com um povo corajoso que está a ser invadido, que sofre. Mas que resiste. E resiste!

Todos queremos Paz. E essa energia é irresistível. Por isso somos tantos aqui e por todo o mundo. 

 Não, isto nunca poderia acontecer em pleno Sec. XXI. 


"Como se através de uma janela aberta num quarto abafado soprasse de repente um ar fresco do campo, assim também soprou, no abatido estado-maior de Kutúzov, a mocidade, a energia e a convicção da vitória que vinham daquela juventude radiosa que chegara a galope."

Leon Tolstói, Guerra e Paz


G-S

28.02.2022

Copyright © 2022-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Crónica cultural de uma pandemia !






Sala Suggia
Casa da Música
créditos: © Casa da Música


É bom voltar a falar de cultura. Tempo infinito sem cultura. Ao vivo. Música, senti imenso a falta. Nada se  compara a um concerto live

Cinema? Sempre se iam vendo alguns filmes via televisão. Mas não comparado como um grande ecrã, aquele som fabuloso. E a magia de uma sala de cinema.





Salas de cinema
créditos: Zoltan Balogh/ LUSA


Sempre que podia, lá estava eu. Numa sala de concerto ou de cinema. Perdida em mim, desfazendo-me do quotidiano. A música, o cinema transmitem-me bem estar, intimidade, refazer da alma. 


A pandemia veio coartar-nos das melhores coisas da vida. Um tempo sem cultura. Cinema? Poucos filmes e nada de interessante, depois de Nomadland e The Father. Excepcionais. 


Concertos na Casa da Música? Apenas voltei para um concerto. Há talvez dois meses. Fui ouvir Orquestra de Jazz de Matosinhos : What's This? Como convidados, Perico Sambeat e Ricardo Toscano (Saxofone alto) no dia 5 Junho. Quanto tempo!




"Sem a música de Ornette Coleman o jazz tinha sido outra história. A partir do momento em que lançou os seus álbuns revolucionários The Shape of Jazz to Come e Free Jazz, em 1959 e 60, um mundo novo de possibilidades se abriu."

Com direcção musical de Pedro Guedes, Perico Sambeat e Ricardo Toscano em saxofone alto, o programa foi dedicado inteiramente à música de Ornette Coleman, com arranjos de Carlos Azevedo, Telmo Marques, Ohad Talmor e Guillermo Klein.




Orquestra Jazz Matosinhos : Ornette : What Is This ?
© GS

Senti uma enorme tristeza em ver a Sala Suggia tão vazia! E o palco tão despido de músicos. As condições sanitárias assim o exigiam.

Pese embora essa situação, o público presente foi basntante caloroso. 






Perico Sambeat, confesso, não conhecia. E adorei as suas interpretações. Considerado um dos mais importantes músicos espanhóis da actualidade, com um enorme prestígio e uma extraordinária carreira internacional. Mas não conhecia.




Orquestra Jazz Matosinhos : Ornette : What Is This ?
© GS

Rodrigo Toscano, mais fogoso, bem mais free style. Mas, não há dúvida que me senti mais próxima de Perico Sambeat!

Adoro saxofone, Mas prefiro a sonoridade do saxofone baixo, mais quente, mais intimista. Gerry Mulligan, Ben Carter, e Ben Webster entre meus favoritos. Sobretudo Ben Webster. Incluidos em The 50 Best Jazz Saxophonists of All Time




Orquestra Jazz Matosinhos : Ornette : What Is This ?
© GS

"A extraordinária imaginação melódica e rítmica de Ornette Colman pedia uma liberdade que precisava de explorar outros caminhos, e a verdade é que a sua musicalidade assume toda a negritude que o jazz transporta desde as raízes." 





Orquestra Jazz Matosinhos : Ornette : What Is This ?
© GS

A Orquestra Jazz de Matosinhos encontrou-se com a música deste grande mestre do jazz e propõs um conjunto de novos arranjos para temas na intensa expressão musical dos solistas. Como convidados, dois saxofonistas de excepção. Sem dúvida. 

Uma noite nostálgica e sedenta dos bons concertos de jazz que ouvira, ao longo dos anos, na Sala Suggia da Casa da Música. 

Quanta saudade desses belos momentos a que veio por cobro a pandemia. Por largos meses. Mais de um ano. Lembranças musicais inolvidáveis.




César 2021
Affiche Académie des Arts & Techniques du Cinéma
crédits: © Lira Films / Sonocam / Fida Cinematografica / 
Collection ScreenProd / Photononstop

E cinema? Bom voltar a falar de cinema em sala própria. Escrevi sobre cinema a propósito de Les Césars 2021. Um belíssimo cartaz! Dois actores inolvidáveis, já desaparecidos. Romy Schneider e Michel Piccoli

depois, sobre a Cerimónia dos Oscars 2021. Exprimi a minha enrome decepção. Apenas recuperada pela entrega de Oscars a dois prometedores filmes. Nomadland e The Father. Hsitórias enriquecedoras, bandas sonoras de qualidade, actores excepcionais. 





The Courrier
Dominic Cook,2020

Depois desses dois filmes, nada de interessante. Até chegar à estreia desse esplêndido filme, The Courrier, traduzido como O Espião Inglês, baseado em factos reais. 






O Espião Inglês, baseado na verdadeira história do empresário britânico Greville Wynne, interpretado por Benedict Cumberbatch. O britânico que ajudou Secret Intelligence Service (MI6) a penetrar no programa nuclear soviético durante a Guerra Fria.






The Courrier
Dominic Cook,2020

Wynne e sua fonte soviética, Oleg Penkovsky (codename Ironbark), forneceram informações cruciais que levaram ao encerramento da crise dos mísseis cubanos.




Benedict Cumberbatch & Merab Ninidze
The Courrier
Dominic Cook,2020

Excelente interpretação do galardoado Benedict Cumberbatch. Para quem gosta de filmes da história mundial recente, sem dúvida o filme mais interessantesque vi ultimamente. Benedict Cumberbatch, um dos melhores actores da actualidade. 





The Imitation Game
Morten Tyldum, 2014

Relembro e recomendo vivamente The Imitation Game.  Um filme, também interpretado por Benedict Cumberbatch, baseado no livro Alan Turing : Enigma de Andrew Hodges. Livro que serviu de mote ao filme. 





Alan Turing, c. 1930s
créditos: © Fine Art Images - Heritage Images/age fotostock

Alan Turing, matemático britânico, descodificador do código utilizado na II Guerra Mundial pelos Alemães.

Apesar do imenso talento científico, morreu precocemente. Há que falem em suicídioo
e há quem fale em assassinato. Já foi redimido pelo governo inglês. Too late!





Está a Fazer-se Cada Vez Mais Tarde
Antonio Tabucchi
Bertrand

Até os livros abandonei um pouco. Durante curto tempo. Sentia-me desmotivada, já que afastada de tudo o que amava. Até dos afectos da família. 

Mas vou retomando. Depois de ter acabado os dois livros sobre os quais já escrevi. Leio agora Está a Fazer-se Cada Vez Mais Tarde, do meu admirado Antonio Tabucchi que acaba de ser publicado. 


G-S

Fragmentos Culturais

21.08.2021
Copyright © 2021-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com® 



sábado, 10 de agosto de 2019

Fragmentos Culturais : 13 anos !






Ryuichi Sakamoto
credits: Courtesy Ryuichi Sakamoto CODA
via Variety


"I want to break down the walls between genres, categories or cultures."


Ryuichi Sakamoto


Ryuichi Sakamoto apresentou o seu ultimo trabalho Insen, 2005 com Alva Noto na Casa da Música, no passado dia 11 de Julho 2006. Depois da passagem pelo Coliseu do Porto, no projecto Morelenbaum2/Sakamoto com Jaques e Paula Morelenbaum, numa travessia pela bossa-jazz, confesso que as minhas expectativas eram enormes nesta actual incursão de tão conceituado compositor e intérprete.





Ryuichi Sakamoto & Alva Noto


"This global view to the different cultures is just part of my nature."

Ryuichi Sakamoto


Foi com este concerto de Ryuichi Sakamoto, ou melhor com a minha indignação sobre o que se passou com o público na Casa da Música, nessa noite de 11 de Julho 2006, que Fragmentos Culturais nasceu.


Noite de 27 Julho 2006. Uma porta entreaberta para os meus afectos culturais. Livros, concertos, exposições, cinema, teatrobailado, pinturaentre outras vertentes que me atraem, ligadas à arte e à cultura Única temática deste blog.


Treze anos? Não imaginaria que perdurasse tanto tempo! Gosto de escrever. Fujo de expor a minha intimidade. E, no entanto, ao escrever sobre o que gosto, acabo por me desnudar no concerne os meus sentimentos via cultura.


Hoje muito menos activa, na escrita. Assola-me, por vezes, a ideia de apagar. Mas é um espaço que encerra tantas lembranças! E de vez em quando venho por aqui, ainda, escrever.

Bons momentos, amistosos momentos, de partilha cultural, troca de ideias entre amigos que se fizeram e foram desaparecendo. Uns pela vida, outros pelo cansaço ou desinteresse pela blogosfera. 


Alegrias, risos. Tristezas também. Perdas irreparáveis.


A blogosfera fez parte de uma época. Pelo menos, nos termos em que alguns de nós criámos nossos espaços. Hoje, vira-se mais para a publicidade de artigos, moda, trends (palavra da nova era). Mas outros haverá ligados à cultura, política, ideias sociais ou até humor. Não duvido.







Lower Right/ Oil painting
credits: Andre Kohn



De vez em quando, volto aqui e (re)leio alguns dos textos que escrevi. Uns me surpreendem, apesar do tempo. Sentimentos que não consegui esconder? E que hoje, mantido o distanciamento, olho com nostalgia.


Outros fazem-me sorrir - como escrevi tais coisas?


E outros trazem-me lágrimas ao olhar. Saudades de seres que partiram e que continuam a estar presentes em meu coração. Quanta falta da presença viva.


Sinceros momentos que tentarei deixar por aqui mais algum tempo...


Agradeço a todos os que me leram, comentaram, as palavras amigas, afectos digitais que foram poisando por aqui. E até aqueles cujo olhar se deteve por momentos, aqui. Em Fragmentos Culturais.


Até ao dia em que decida, finalmente, desligar-me deste espaço. 


Se tanto me dói que as coisas passem
É po
rque cada instante em mim foi vivo

Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem



Sophia de Mello Breyner, Se tanto me dói que as coisas passem


*Nota

Ryuichi Sakamoto morreu a 28 de Março 2023.  Um choque profundo.


G.S.

Fragmentos Culturais 

10.08.2019

actualizado 04.11.2025
Copyright © 2019-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com® 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Jeanne Moreau & Sam Shepard : tributo






Jeanne Moreau 1928-2017
années 60
© Abaca 

Perdemos dois nomes grandes da história do cinema e do teatro. Longas e brilhantes carreiras repartidas por várias décadas. No mesmo dia. Dia 31 de Julho. Jeanne Moreau e Sam Shepard.

Será impensável referenciar exaustivamente a carreira de cada um destes enormes vultos das artes cénicas europeia e norte-americana. Apenas apontamentos marcantes. Um tributo despretensioso.


"It's Beautiful to be alive."


Jeanne Moreau


Jeanne Moreau, actriz consagrada mundialmente, mais no cinema do que no teatro por onde passou. também cantora reconhecida. Nasceu em 23 Janeiro de 1928.







"As pessoas - e as mulheres em especial - preocupam-se demais com o envelhecimento. Mas nós parecemos mais novos se não nos preocuparmos com ele."



Jeanne Moreau

"Desaparece assim uma figura central na história do cinema francês e, em boa verdade, de todo o cinema europeu das últimas sete décadas - desde os tempos heroicos da Nova Vaga, com Fim de Semana no Ascensor (1958) e Os Amantes (1958), ambos dirigidos por Louis Malle, manteve uma actividade regular até há muito pouco tempo, tendo integrado o elenco de O Gebo e a Sombra (2012), derradeira longa-metragem de Manoel de Oliveira."


João Lopes, DN Artes






Jeanne Moreau & Jean-Paul Belmondo
Moderato Cantabile
Peter Brook
credits: Rooyal Films/Allstar
https://www.theguardian.com/film/gallery/

Começou no teatro, passou pela Comédie Française. Mas o reconhecimento decisivo veio com o galardão no Festival de Cannes (1960), pela interpretação em Moderato Cantabile, o filme de Peter Brook baseado no romance de Marguerite Duras

Meio século mais tarde, em Cet Amour-Là (2001), em que interpretou com subtileza comovente a personagem da própria Marguerite Duras.







Jeanne Moreau & Marcello Mastroiani
La Notte, 1960
Michelangelo Antonioni
credits: Ronald Grant Archive





Jeanne Moreau
Jules et Jim, 1962
François Truffaut
credits: Snap Stills/Rex Features

Trabalhou com os maiores realizadores europeus a partir dos anos 50: Jean CocteauMichelangelo Antonioni, François Truffaut, Louis Malle, Roger Vadim, Luis Buñuel, Orson WellsJoseph Losey, Elian Kazan, entre muitos outros. 

Continuou sua longa carreira no cinema 
até a um passado recente (2015) com Bertrand Blier, Rainer Werner Fassbinder, Wim Wnders ou Manoel de Oliveira (O Gebo e a Sombra (2012). Interminável, a lista.


Moreau foi também galardoada como Melhor Actriz no Festival de Veneza, no drama controverso Les Amants (1958) de Louis Malle. E Leão de Ouro Prémio de Carreira em 1992.






Jeanne Moreau
Les Amants, 1958
credits: The Criterion Collection/Allstar

Recebeu Le César de Melhor Principal em La Vieille qui Marchait dans la mer (1991) et Le César de Actriz Secundária na interpretação em Le Paltoquet, (1987) contracenando com outro grande actor Michel Piccoli. E César Honorário - 60 anos de carreira (2008).

Nomeada para Bafta de Melhor Actriz Estrangeira com o filme Jules et Jim (1962) e galardoada com o Bafta de Melhor Actriz Estrangeira no filme Viva Maria (1965) ao lado de Brigitte Bardot.







Jeanne Moreau/ Vogue (1965)
crédits: Bert Stern/Condé Nast via Getty Images

"C'est un mode de vie, il m'ouvre aux autres et me donne une meilleure compréhension des hommes comme des femmes."

Jeanne Moreau

Jeanne Moreau é para mim uma referência afectiva, herdada de meus pais. Adoravam a cultura francesa. E reverenciavam a grande actriz.

Mais tarde, fui ver alguns do seus filmes em sessões de CineClube, em voga nos anos 80-90. Aprendi a admirá-la pelos olhos da afectividade da memória de infância. E foi essa saudade de menina que me levou, jovem-adulta, a procurar ver alguns dos seus melhores filmes. Jules et Jim, La Notte, Moderato Cantabile.

She is an icon of French cinema - but very much a living one. "





Sam Shepard foi um afecto meu. Desde Paris Texas de Wim Wenders. Embora a notícia da sua morte fosse divulgada no mesmo dia de Jeanne Moreau31 de Julho, o dramaturgo e actor de teatro e cinema norte-americano morreu no dia 30 de Julho. Nasceu a 5 Novembro 1943




Sam Shepard 1943-2017
François Guillot/ AFP/Getty Images
http://www.imdb.com/

Considerado mestre da dramaturgia norte-americana, pela Laura Pels International Foundation for Theater Award, Sam Shepard  - a IMDb presta-lhe uma linda homenagem - Shepard escreveu 44 peças de teatroentre as quais “Curse of the Starving Glass” e “True West”. “Cowboys”, “The Rock Garden” e “La turista”, esta última, uma alegoria sobre a Guerra no Vietname.





Sam Shepard at the Venice International Film Festival in 2007.
credits: Alberto Pizzoli/AFPSource: AFP
Recebeu o Prémio Pulitzer de Teatro em 1979 com peça Buried Child. E foi nomeado mais duas vezes com “True West” e “Fool for Love”.
Shepard foi também nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário pela sua participação do piloto Chuck Yeagerno filme The Right Stuffrealizado por Philip Kaufman (1983). Shepard foi um actor de cinema mais ou menos relutante. Preferiu sempre o teatro.

"A reluctant movie star who was always suspicious of celebrity’s luster, he was more at home as one of the theater’s most original and prolific portraitists of what was once the American frontier."

Ben Bratley, NYT



Sam Shepard escreveu o argumento do filme Paris Texas, de Wim Wenders  (1984) com o qual ganhou o Bafta Award em 1985. Participou no filme.

Vem daí minha enorme admiração pela sua arte: dramaturgia. Descreve como nenhum outro, as relações, muitas vezes explosivas, da família norte-americana. 





Bloodine, parte 2/ TV série
Sissy Spacek & Sam Shepard

Gostaria de poder ver em alguma cadeia de séries que temos por cá, Bloodine.

Recebeu o Robert Altman Award (2014) com Maud e teve vastas nomeações para outros prémios.




Sam Shepard, 2016
credits: Chad Batka/ NYT

CredCredithad Batka for The New York Times
"The taciturn Shepard, who grew up on a California ranch, was a man of few words who nevertheless produced 44 plays and numerous books, memoirs and short stories.
His 1979 play Buried Child won the Pulitzer for drama. His Western drawl and laconic presence made him a reluctant movie star, too."

Staff writersNews Corp Australia Network

Shepard começou a escrever poesia e a representar ainda na adolescência. Mais tarde, quando estudava Veterinária, decidiu juntar-se a um grupo de teatro e rumou a Nova Iorque.



Holy Modal Rounders
Tocou bateria e guitarra no grupo freak-folk Holy Modal Rounders, viveu com Patti Smith e Jessica Lange. Chegou a integrar, na década de 70, a digressão Rolling Thunder Revue, de Bob Dylan (Nobel da Literatura 2017).




Sam Shepard
credits: Jemal Countess - © Getty Images
Em Portugal, podemos encontrar vários livros de Sam Shepardentre os quais “Loucos por Amor”, “Crónicas Americanas” e “O Grande Sonho do Paraíso”.

"As in Shepard’s plays, time past and time present blur and overlap in this story, just as boundaries — between, say, an actor and his roles, a writer and his creations — grow fluid and porous. …

Michiko Kakutani, NYT

G-S

Fragmentos Culturais

02.08.2017
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