domingo, 21 de junho de 2026

Suspensa na luz !

 




Suspended in light
créditos: Elena Wuest




Algo existe num dia de verão,
No lento apagar de suas chamas,
Que me impele a ser solene.
Algo, num meio-dia de verão,
Uma fundura - um azul - uma fragrância,
Que o êxtase transcende. (...)

Emily Dickinson, Algo existe


Verão! Meu solstício. Aquele em que nasci, Por isso adoro o tempo quente, os dias longos, as tardes cheias de sol, e as brisas leves, do amanhecer.

Há um jeito na natureza que nos faz vibrar, encantar por cada andorinha que passa solta e nos deixa o olhar preso ao firmamento como maravilhado daquele azul celeste, contrastante com o minúsco ser que esvoaça livre, livre.

Ah! Os sentidos !


No entardecer dos dias de verão, aspiramos o ar como quen precisa absorver os tempos doces, a carícia da brisa no rosto.

(...)Há, também, numa noite de verão,

Algo tão brilhante e arrebatador
Que só para ver aplaudo -
E escondo minha face inquisidora
Receando que um encanto assim tão trêmulo
E sutil, de mim se escape.

Emily Dickinson, Algo existe


Fragmentos Culturais

21.06.2026

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