Sunday, November 18, 2007

É tempo de mudar!



Farjana Khan Godhuly/AFP/Getty Images






Abir Abdullalh/EPA 2007


http://static.guim.co.uk/Guardian

"Que frios os lugares onde se nasce e morre."



Agustina Bessa-Luís, Aforismos
Guimarães Editores, 1988, 1ª edição

Segundo dados oficiais, mais de 2,200 mil pessoas morreram e muitas centenas ficaram sem casa, devido ao mais devastador ciclone já ocorrido no Bangladesh!

Mulheres, homens, crianças, indefesos, resignados, habitando um dos países mais pobres do mundo, são atingidos na sua mortalidade, sem tempo de instintiva reacção de defesa.

O Mundo não pára só para olhar! Une-se numa missão humanitária de solidariedade, sem barreiras nem fronteiras.

É tempo de reflexão, de mudança, de interioridade!

"Os povos mais ricos de autoridade vital são os que desprezam mais assombradamente as coisas amenas e os que nunca cantam a vida - celebram-na, mas não a cantam."

Agusina Bessa-Luís, Aforismos
Guimarães Editores, 1988, 1ª edição

G-S

Fragmentos de sentires, Sacrifice, Lisa Gerrard & Pieter Bourke
18.11.2007


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8 comments:

avelaneiraflorida said...

Olho estas imagens...e relembro tantas outras recentes, passadas...

Nem sempre o coração humano funcionou em generosidade e humanidade!!!!
A minha GRATIDÂO a TODOS OS VOLUNTÀRIOS que no momento se deram por inteiro a mais uma missão!!!
Aos povos ricos...que se lembrem da velha história do rei Midas!
BJKS

Tiago R Cardoso said...

É impressionante que em todos os aspectos são sempre os que estão mal a ficarem piores.

Exactamente seria a altura de reflectir, de pensar nas disparidades vergonhosas entre os países deste mundo, onde alguns tem tudo e outro não tem nada.

Mas a sociedade do consumo e do materialismo arrasa tudo e todos, atropela as pessoas e trucida esperanças.

quintarantino said...

a catástrofe já ganhou maiores proporções...

Sniqper ® said...

É tempo de reflexão, de mudança, de interioridade!

São estas as palavras certas, enquanto não reflectirmos, não vamos mudar e tal só poderá acontecer quando mergulharmos no nosso interior, sem medo e resolvermos os nossos conflitos.

Nesse dia, abrimos a porta para o Mundo, deixamos de ser simples humanos preocupados só com a nossa vida, porque ela só poderá ser boa quando o que nos rodeia estiver do mesmo modo, até lá vamos continuar a pensar que a nossa ferida é maior que a do nosso vizinho.

Fragmentos Culturais said...

Nem sempre, 'Avelaneiraflorida'... nem sempre o coração humano funciona com generosidade e afectos! Tens razão!

Eu também louvo imenso todo o tipo de voluntariado em qualquer parte do mundo... e em qualquer tipo de acção!

Penso que os povos ricos... param um pouco, enviam os seus socorros, mas não mudam as suas políticas :(

Sensibilizada pelo teu olhar afectuoso em 'fragmentos!
Um beijo

Fragmentos Culturais said...

Penso que disseste tudo, Tiago!

As disparidades são monstruosas a nível global e penalizo-me por ver os povos mais 'fragilizados' sofrerem sempre mais :(

E interrogo-me...

Claro que se os países mais favorecidos, economicamente, parassem um pouco para reflectir, talvez pudesse haver um mundo melhor!

E por incrível que pareça... continuo a acreditar que algum dia os Homens vão mudar! Uma nova geração vai querer viver diferentemente, quem sabe?!

Sensibilizada pelo olhar sempre 'fiel' e atento em 'fragmentos'!

Boa semana e boa recuperação 'física'!
Um abraço

Nota - Gostei de o ouvir no programa mencionado em outro 'post'. Passei justo no exacto momento em que 'entrou no ar'!

Fragmentos Culturais said...

Eu sei 'Quintarantino' eu sei :(

Mas no momento em que publiquei o 'post' baseei-me na leitura dos dados noticiosos concretos!

Faço votos que o nosso país aja nesta calamidade... mais uma, que se abateu sobre o povo do Bangladesh já tão 'sacrificado' na sua existência!

Sensibilizada pelo olhar sempre atento em 'fragmentos'!

Boa semana!
Um abraço

Fragmentos Culturais said...

'Sniqper', esse será o momento ideal!

As civilizações 'decaem' e os mesmos erros repetem-se... como já aconteceu com outras civilizações na Antiguidade! Dizem os historiadores que é cíclico!

Eu preferia que houvesse mudanças, avanços, interioridades...

Sensibilizada pelo olhar poisado em 'fragmentos'!