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domingo, 18 de fevereiro de 2024

De volta ao cinema para uma divertida comédia : Todos Menos Tu !

 




Anyone But You
Will Gluck, 2023

Já não ia ao cinema há algum tempo. E, embora estejam alguns dos filmes nomeados para os Oscars 2024 em reposição - os que pretendia ver eram tardios ou até já tinham começado - decidi-me por uma comédia, Segundo lera, baseada numa peça de William Shakespeare Much Ado About Nothing, escrita entre 1598 e 1599. Wow! Curiosidade assumidísssima. Fui para aí.





Anyone But You
Will Gluck, 2023


Todos Menos Tu, tradução Anyone But You, uma  comédia recente, protagonizada por Sydney Sweeney (Euphoria) e Glen Powell (Top Gun: Maverick) está em exibição nas várias salas de cinema, há algumas semanas. 


Pois, não esperava! Para  além de ser uma comédia-romance, torna-se ao mesmo tempo, uma comédia sexy, e algo sensual com alguma exuberância. No entanto, com tal naturalidade dos actores, na passagem das imagens, que só dá para rirmos com vontade. Alguma dessas cenas, hilariantes.





Anyone But You
Will Gluck, 2023


Bea e Ben parecem o casal perfeito, mas depois de um incrível primeiro encontro, algo acontece que transforma a sua escaldante atracção num bloco de gelo.




Anyone But You
Will Gluck, 2023


Até que, inesperadamente um casamento na Austrália, leva ao reencontro deste 'casal'. Decidem então fazer o que dois adultos com experiência de vida fazem: fingem dar-se bem e. até em certo momento para interesse de ambos, fingir-se como um casal.






Com o tema Bad idea right? de Olivia Rodrigo a tocar em fundo (o que por si, já diz muito sobre o filme), produção realizada por Will Gluck, dá a conhecer Bea (Sweeney) e Ben (Powell), dois arqui-inimigos que se conheceram casualmente com mau resultado final, mas que se encontram numa reunião de familiares e  amigos, o anúncio de um casamento, sendo convidados do dito casamento...


No entanto, os ex-namorados de ambos também são convidados, e os dois elaboram um plano. Fingir ser um casal. Mas os sentimentos falam mais alto, e Bea e Ben acabam mesmo, entre cenas hilariantes, por se apaixonar a sério.





Anyone But You
Will Gluck, 2023


Todos Menos Tu volta assim aos bons velhos tempos da comédia romântica, desta feita baseada numa peça shakespeareana, adaptada aos tempos modernos e aos problemas da vida real. 




Anyone But You
Will Gluck, 2023


Ben é um homem que construiu uma muralha emocional à volta da sua vida, enquanto que Bea é uma jovem que tem medo de arriscar, ou alcançar mais do que aquilo que já tem planeado para si. 


Os dois têm por hábito conversar com todos à sua volta, mas raramente falam sobre si próprios.





Anyone But You
Will Gluck, 2023






Anyone But You
Will Gluck, 2023


No entanto, apesar de cenas mais profundas entre ambos, a nova comédia é mesmo uma comédia ultra divertida, para além de romântica. E, para juntar à festa, uma comédia romântico-escaldante, quanto baste.


Os dois actores Sydney Sweeney e  Glen Powell passaram a ser considerados duas “bombas de Hollywood”, graças ao seu aspecto físico. 


A actriz não conhecia. Mas Glen Powell lembro bem, da sua passagem por Hidden Figures (astronauta) e, numa interpretação mais assumida, em Top Gun - Maverick (Lt Jake 'Hangman' Seresin). 





Anyone But You
Will Gluck, 2023


O filme tem várias cenas sexy, com Glen a aparecer várias vezes de tronco nu ou mais, e Sydney a vangloriar a beleza que toda a indústria inveja em segredo (não é só a indústria, na verdade). 


Os dois, segundo os entusiastas, são os candidatos perfeitos para interpretar este tipo de comédia romântico-sensual, e assumem, nas redes sociais, que há muito não se via.


Confesso que nada lera sobre este filme. Perante o cartaz presente no cinema, foi o que melhor se adaptou ao meu horário. E deixei-me levar pelo facto de se basear na peça de Wililam Shakespeare e de ter reconhecido Glen Powel, a quem achei uma certa piada na sua interpretação em Top Gun - Maverick. 


Não me arrependi. Bem prazerosa. Saí super bem disposta, divertida e voltei a casa bem mais leve.







Anyone But You
Will Gluck, 2023



Dizem as más línguas das redes sociais que gostam de arranjar casamentos por tudo e nada, que o filme também acabou por ganhar mais visibilidade mediática devido a rumores de que Sydney e Glen tinham passado o romance da ficção para a vida real, muito devido à sua química, dentro e fora do ecrã. 


Os dois actores têm sido vistos em várias entrevistas e conversas onde, para muitos, é evidente que algo mais do que amizade existe entre os dois. Invenção desses fãs ?!






credt: Ethan Miller/Getty Images
via US Magazine



A química entre os dois actores é várias vezes o centro de conversa em publicações do Instagram do filme, onde os entusiastas escrevem comentários romantizados 


No entanto, Sydney Sweeney e Glen Powell já desmentiram o caso, esclarecendo que são só amigos e que apenas há uma excelente química enttre eles.


Concordo. Fãs à parte, se estão a precisar de descomprimir um pouco, dar uma saudável gargalhada, vá ao cinema ver Todos Menos Tu. Verá que é bem mais do que uma comédia romântica.


G-S

18.02.2024

Copyright © 2024-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com® 



domingo, 11 de julho de 2021

Uma noite de cinema, em casa : La La Land, a magia !

 




La La Land
Damien Chazelle, 2016

Adoro cinema. E uma noite destas, fazendo zapping pelos canais de cinema, eis que bato o olhar num dos filmes que mais gostei. Fui vê-lo em sala de cinema, no ano em que foi galardoado em várias cerimónias de cinema. 

Bons tempos! Tempo em que se ia ao cinema por gosto, sem máscaras, nem medos. Só o receio das pipocas por perto. 

Filme de 2016, arrecadou imensos prémios. Quebrou recordes ao ser um dos mais premiados nos Golden Globes e nos Bafta Awards, entre muitos outros e vastíssimas nomeações. Até chegar aos Oscars, com seis estatuetas.

Já escrevera um pouco sobre La La Land, no ano em que foi o grande vencedor dos Golden Globes e se preparava para arrecadar mais prémios nos Bafta Awards 2017. Mas só ligeiras impressões. 





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Tudo em La La Land me prendeu. As interpretações de Ryan Gosling e de Emma Stone, a direcção de Damien Chazelle, a história poderosa que nos transmite, a banda sonora. E a homenagem emotiva aos grandes clássicos de Hollywood.

Há quem não apreciam musicais. Ou preferem filmes mais intelectuais. Também os aprecio muito. Mas cada um tem o seu lugar.

Vão dizer que um filme como La La Land, que parece tão simples, nunca poderá ficar entre os grandes na história do cinema.

Possivelmente esquecem-se que o filme The Artist conseguiu ganhar um Oscar, relembrando o tempo dos filmes sem palavras. Esquecem, talvez que o grande cinema americano começou por ser assim. Histórias simples. E muitos com musicais.

Pois é! Adoro um bom musical. 





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Não sei se La La Land foi um dos melhores filmes do ano, para alguns. Para mim foi! É. Por isso, fiquei agarrada ao televisor, até altas horas da madrugada. Segui-o com todo o encantamento. Como se fosse a primeira vez. 

La La Land é lindo! Ou Melodia do Amor, tradução to título original é mágico!





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Não sigo muito as élites. Embora seja muito selectiva na minhas escolhas cinematográficas. Mas guio-me pelos afectos. O amor, a vida, a dança, a música. Os realizadores, e os bons actores.

Posso ser suspeita, porque adoro musicais. E gosto quando conjugam, numa simbiose perfeita, a história com a música. Fazem-nos sentir acima do éfemero. Voamos fora da imortalidade. Estamos lá. Com a alma.





La La Land
Damien Chazelle, 2016

O que Chazelle conseguiu, ao escrever e realizar La La Land, foi um filme de fantasia que toca no real. O desencontro de duas almas gémeas, como tantas vezes acontece na vida. 

Apesar de vermos momentos musicais a surgirem em sítios improváveis, sequências de dança lindas, sincronizadas no momento, toda a história nos toca. De uma maneira muito real. E crua. Como a vida.





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Mia e Seb, ela actriz, ele pianista de jazz, são semelhanres a tantos de nós. Lutam pelos seus sonhos, apaixonam-se, vivem com os obstáculos que surgem na sua relação, na tentativa de atingirem os seus próprios sonhos profissionais. E têm de entender o que é melhor para ambos. Não só enquanto casal, mas também enquanto pessoas, indivídualmente. 

Todos já passámos por aí. Ou podemos passar. Num certo momento da nossa vida.




La La Land
Damien Chazelle, 2016

Chazelle escreveu e realizou um outro filme, Whiplash (2014). Também com a temática da música e dos sonhos de cada um. Consegue transporta-nos para uma a cidade de Los Angeles contemporânea onde situa a história de Seb e Mia. Mas, ao mesmo tempo, transpira toda a  história de Hollywood e do cinema clássico.

É impossível vermos La La Land sem nos passarem pela memória visual e emotiva, filmes da época doirada de Hollywood. A forma como está filmado, as sequências de dança, alguns diálogos das personagens, levam-nos até a essa época que todos pensavam ter sido deixada para trás.

Chazelle faz uma homenagem vibrante a esses tempos, sem que tenha abdicado de tudo o que faz deste filme, um musical contemporâneo.





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Claro que Gosling e Stone dão um toque de magia ao enredo. Eles cantam, dançam, tocam. Gosling teve que aprender piano para tornar real as cenas de interpretação, sentado ao piano.

Interpretam com muita emoção. E transmitem-na. A cena final do reencontro, já no club de jazz de Seb, é belíssima. Só o silêncio do olhar. Penetrante. Nesse olhar passa todo o sentimento, todo o amor os uniu. E os une. Mesmo seguindo caminhos opostos.









La La Land
Damien Chazelle, 2016

É impossível não ficar rendida à paixão que Gosling transmite enquanto toca piano, ou à fragilidade de Stone quando acredita que os seus sonhos não passam disso mesmo. Sonhos.

Sem eles, acho que La La Land não seria a mesma coisa. Eles dão-nos a emoção que sentimos.

A mestria de Chazelle, as interpretações dos dois actores, as coreografias, a banda sonora, merecem definitivamente rever o filme, em canais de televisão, Ou numa plataforma online. Sem dúvida.

La La Land fica na minha memória afectiva. E adoro que fique. A magia é que importa. Toca-nos.

G-S

Fragmentos Culturais

11.07.2021
Copyright © 2021-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com® 

domingo, 4 de novembro de 2018

Voltando ao cinema : Norman, um film interessante !





Norman
The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer 
Joseph Cedar, 2016

Gosto de filmes simples. Gosto de filmes que retratam a essência das personagens, baseadas em factos verídicos ou coisas da vida. 

Filmes em que a história desfila sem sucesso de bilheteira. Uma história simples, humana. Fui vê-lo talvez no Inverno passado (2017). Exibido em pouco mais de uma semana. Talvez tenham perdido.

Em Norman, um filme do realizador americano, de ascendência israelita Joseph Cedar, Richard Gere interpreta a personagem Norman Oppenheimer, um tagarela nato nova-iorquino cujo olhar está sempre numa oportunidade de convencer alguém a segui-lo nas suas ideias financeiras.



Norman
The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer
Joseph Cedar, 2016

Um dos meus actores preferidos é Richard Gere. Pelo empenhamento que tem há muitos anos na causa tibetana. Por ser budista. Por enfrentar o envelhecimento com naturalidade, modéstia e charme. E por que considero que se tornou um excelente actor. 




Richard Gere/ Norman
The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer
Joseph Cedar, 2016

Norman Oppenheimer (Richard Gere) é um homem solitário, discreto. Leva uma vida  à margem do poder, e do dinheiro de Nova York.

Norman Oppenheimer, vive em Manhattan. Bem vestido e bem falante, impregnado de sensibilidade e uma certa malícia de Richard Gere.

Sonha em fazer grandes negócios com milionários, mas todos lhe fecham a porta na cara. Um sonhador!

Um improvável operador sonhando com esquemas financeiros que nunca se tornam realidade.





Norman
Norman: The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer 
Joseph Cedar,2016

"Richard Gere plays the title character, an aging New York gadfly whose eye is always on the main chance."

Ann Hornaday, The Washington Post

Sempre na busca de alguém disposto a dar-lhe atenção, percorre diariamente as ruas de Nova Iorque, até ao dia em que se cruza com Micha Eshel (Lior Ashkenazi), um carismático político israelita, numa fase má da sua carreira. Daí, vai nascer uma amizade.

Porém, três anos mais tarde, Eshel torna-se um influente líder mundial. Durante algum tempo a vida de Norman vira o sonho que ele sempre quis alcançar. Mas, passado algum tempo, a desilusão bate-lhe em cheio. Tremenda. Assistimos assim, à ascensão e queda de Norman.






Tal com Kevin Costner, Gere está fazendo uma transição graciosa, gratificante de galã dos anos 80 para o actor de carácter venerável. 

Aqui, ele exibe imagem semelhante à do elegante banqueiro de investimentos no thriller Fraude/ Arbitrage (2012), dando a Norman a expressão ávida e faminta de uma vida durável, mas também com alma e vulnerabilidade.

Há críticos que viram neste filme uma forte corrente política. Essa parte, não me seduziu tanto, embora os interesses políticos fossem, mais uma vez, bem retratados.




Micha Eshel/ Norman Oppenheimer
Norman The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer 
Joseph Cedar,2016

Prendi-me mais na personagem Norman Oppenheimer e nos sentimentos que vai desfiando ao longo do filme, bem como na excelente interpretação de Richard Gere.

Ashkenazi é tão simpático quanto um político, cuja noção de amizade é temporária e servindo seus interesses.





Alexandra (Alex) Green/ Charlotte Gainsborough
Norman The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer 
Joseph Cedar,2016

Um elenco de apoio bom que inclui Steve Buscemi, como o rabino de Norman, Josh Charles como um milionário indescritível e Charlotte Gainsbourg uma jovem mulher que Norman encontra numa viagem de comboio, regressando de uma conferência do lobby pró-Israel.

Cedar dá-nos uma fábula satírica com uma subtileza emocionante e uma clareza impressionante sobre os meandros da política e das pessoas que neles se cruzam. 

"Veteran sex symbol goes schlubby with tale of a modern ‘macher’ in over his head – and delivers one of his best performances to date."

Peter Stravers, RollingStone

G-S

Fragmentos Culturais

03.11.2011

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