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domingo, 11 de julho de 2021

Uma noite de cinema, em casa : La La Land, a magia !

 




La La Land
Damien Chazelle, 2016

Adoro cinema. E uma noite destas, fazendo zapping pelos canais de cinema, eis que bato o olhar num dos filmes que mais gostei. Fui vê-lo em sala de cinema, no ano em que foi galardoado em várias cerimónias de cinema. 

Bons tempos! Tempo em que se ia ao cinema por gosto, sem máscaras, nem medos. Só o receio das pipocas por perto. 

Filme de 2016, arrecadou imensos prémios. Quebrou recordes ao ser um dos mais premiados nos Golden Globes e nos Bafta Awards, entre muitos outros e vastíssimas nomeações. Até chegar aos Oscars, com seis estatuetas.

Já escrevera um pouco sobre La La Land, no ano em que foi o grande vencedor dos Golden Globes e se preparava para arrecadar mais prémios nos Bafta Awards 2017. Mas só ligeiras impressões. 





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Tudo em La La Land me prendeu. As interpretações de Ryan Gosling e de Emma Stone, a direcção de Damien Chazelle, a história poderosa que nos transmite, a banda sonora. E a homenagem emotiva aos grandes clássicos de Hollywood.

Há quem não apreciam musicais. Ou preferem filmes mais intelectuais. Também os aprecio muito. Mas cada um tem o seu lugar.

Vão dizer que um filme como La La Land, que parece tão simples, nunca poderá ficar entre os grandes na história do cinema.

Possivelmente esquecem-se que o filme The Artist conseguiu ganhar um Oscar, relembrando o tempo dos filmes sem palavras. Esquecem, talvez que o grande cinema americano começou por ser assim. Histórias simples. E muitos com musicais.

Pois é! Adoro um bom musical. 





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Não sei se La La Land foi um dos melhores filmes do ano, para alguns. Para mim foi! É. Por isso, fiquei agarrada ao televisor, até altas horas da madrugada. Segui-o com todo o encantamento. Como se fosse a primeira vez. 

La La Land é lindo! Ou Melodia do Amor, tradução to título original é mágico!





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Não sigo muito as élites. Embora seja muito selectiva na minhas escolhas cinematográficas. Mas guio-me pelos afectos. O amor, a vida, a dança, a música. Os realizadores, e os bons actores.

Posso ser suspeita, porque adoro musicais. E gosto quando conjugam, numa simbiose perfeita, a história com a música. Fazem-nos sentir acima do éfemero. Voamos fora da imortalidade. Estamos lá. Com a alma.





La La Land
Damien Chazelle, 2016

O que Chazelle conseguiu, ao escrever e realizar La La Land, foi um filme de fantasia que toca no real. O desencontro de duas almas gémeas, como tantas vezes acontece na vida. 

Apesar de vermos momentos musicais a surgirem em sítios improváveis, sequências de dança lindas, sincronizadas no momento, toda a história nos toca. De uma maneira muito real. E crua. Como a vida.





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Mia e Seb, ela actriz, ele pianista de jazz, são semelhanres a tantos de nós. Lutam pelos seus sonhos, apaixonam-se, vivem com os obstáculos que surgem na sua relação, na tentativa de atingirem os seus próprios sonhos profissionais. E têm de entender o que é melhor para ambos. Não só enquanto casal, mas também enquanto pessoas, indivídualmente. 

Todos já passámos por aí. Ou podemos passar. Num certo momento da nossa vida.




La La Land
Damien Chazelle, 2016

Chazelle escreveu e realizou um outro filme, Whiplash (2014). Também com a temática da música e dos sonhos de cada um. Consegue transporta-nos para uma a cidade de Los Angeles contemporânea onde situa a história de Seb e Mia. Mas, ao mesmo tempo, transpira toda a  história de Hollywood e do cinema clássico.

É impossível vermos La La Land sem nos passarem pela memória visual e emotiva, filmes da época doirada de Hollywood. A forma como está filmado, as sequências de dança, alguns diálogos das personagens, levam-nos até a essa época que todos pensavam ter sido deixada para trás.

Chazelle faz uma homenagem vibrante a esses tempos, sem que tenha abdicado de tudo o que faz deste filme, um musical contemporâneo.





La La Land
Damien Chazelle, 2016

Claro que Gosling e Stone dão um toque de magia ao enredo. Eles cantam, dançam, tocam. Gosling teve que aprender piano para tornar real as cenas de interpretação, sentado ao piano.

Interpretam com muita emoção. E transmitem-na. A cena final do reencontro, já no club de jazz de Seb, é belíssima. Só o silêncio do olhar. Penetrante. Nesse olhar passa todo o sentimento, todo o amor os uniu. E os une. Mesmo seguindo caminhos opostos.









La La Land
Damien Chazelle, 2016

É impossível não ficar rendida à paixão que Gosling transmite enquanto toca piano, ou à fragilidade de Stone quando acredita que os seus sonhos não passam disso mesmo. Sonhos.

Sem eles, acho que La La Land não seria a mesma coisa. Eles dão-nos a emoção que sentimos.

A mestria de Chazelle, as interpretações dos dois actores, as coreografias, a banda sonora, merecem definitivamente rever o filme, em canais de televisão, Ou numa plataforma online. Sem dúvida.

La La Land fica na minha memória afectiva. E adoro que fique. A magia é que importa. Toca-nos.

G-S

Fragmentos Culturais

11.07.2021
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

E depois dos Golden Globes, vêm aí os Bafta Awards







La La Land
Damien Chazelle. 2016

Há muito afastada do cinema. Não das salas. Apenas aqui. Segundo vejo, desde Janeiro 2016. Um pouco incrédula. É que escrevia muitas vezes sobre cinema.

Foi então com o filme As Sufragistas, Sufragette, de Sarah Gravon. Um filme marcante da história bem próxima. 

Continua um dos posts mais lidos. Embora sem comentários adicionais.

Decido-me, esta noite. Cinema. Os Golden Globes Awards, Bafta Awards, e pequenos apontamentos. Permito-me deixar duas ou três sugestões.





Bafta Awards 2017

Pois bem! Chegou aquele momento do ano, tão aguardado pelos cinéfilos, em que os grandes Prémios se sucedem. Foram os Globe Golden Awards, em Janeiro. Aproximam-se agora os Bafta 2017, cuja lista de Nomeações foi apresentada há uma semana. Precisamente em 10 de Janeiro 2017.






Parece que o ano vai ser de La La Land de Damien Chazelle. Sim já arrecadou vários troféus nos Golden Globes. E continua a somar nomeações, agora nos Bafta Awards.

E com La La Land, promete ser o ano dos actores Ryan Gosling, Melhor Actor na categoria Musical ou Comédia. E Emma Stone, Melhor Actriz também na categoria Musical ou Comédia.





La La Land
Damien Chazelle. 2016

Depois da vitória arrasadora nos Golden Globes, (sete nomeações, sete galardões), La La Land - Melodia de Amor, tradução do título original La La Land lança um olhar contemporâneo à Hollywood dos anos doirados do Musical.




O filme lidera agora os Bafta Awards 2017 com 11 nomeações! Nomeações que incluem as de Melhor Filme, Realização (Damien Chazelle), Actor (Ryan Gosling) e Actriz (Emma Stone). Estou curiosíssima.



O Primeiro Encontro/ Arrival
Denis Villeneuve, 2016
O seu maior concorrente? O Primeiro Encontro, tradução para Arrival, um filme de ficção científica realizado por Denis Villeneuve que tem nove nomeações.




Manchester by the Sea
Kenneth Lonergan, 2016
A lista de Nomeados para Melhor Filme completa-se com Manchester by the Sea (seis nomeações), cinco nomeações nos Golden Globe e um galardão para o actor Casey Affleck, Eu, Daniel Blake, tradução de I, Daniel Blake, de Ken Loah, o vencedor da Palme d'Or do Festival de Cannes 2016, cinco nomeações. E Moonlight, de Barry Jenkins, vencedor do Golden Globes, (cinco nomeações, um galardão, Melhor Filme na categoria Drama, quatro omeações. 




Hacksaw Ridge,
Mel Gibson, 2016

Dos Golden Globes Awards, vi O Herói de Hacksaw, tradução de Hacksaw Ridge, realizado por Mel Gibson que volta depois de 10 anos de silêncio. Mel Gibson conta a história verídica de Desmond T. Doss, um homem comum que atravessou o inferno da II Guerra, no ano 1945, na acção do exército americano em Urasoe Mura, Okinawa, Ryukyu Islands (Japão). Salvou dezenas de soldados, imbuído de força de vontade e crença inabaláveis. 

Primeiro objector de consciência da história americana, participou na guerra como socorrista. Acabou premiado com a Medalha de Honra pelos actos de bravura, sem tocar numa arma.

Filme humano, bem narrado, conseguindo transmitir o melhor e o pior do ser humano. Observa-se o lado autêntico da guerra, expondo com verdade a carnifica, por vezes demasiado intensa. 
Gibson esclareceu numa entrevista que pretendeu alertar para as situações reais que os soldados vivenciarame que levaram alguns ao suicídio.






Os actores têm uma prestação excelente, na entrega de vivenciar a história real. Andrew Garfield personifica Desmond T. Doss (testemunhos autênticos no final do filme), num jeito naïf muito sincero, próximo do jovem socorrista Desmond T. Doss, na defesa dos seus valores.

Aconselho vivamente, se gosta de dramas de guerra baseados em factos verídicos.



A Longa Estrada para Casa/ Lion
Garth Davis, 2016

Vi também A Longa Estrada para Casa, tradução de Lion, de Garth Davis, outra história de vida.

Em 1986, Saroo, cinco anos, perdeu-se do irmão mais velho numa estação de comboios, na Índia, país de origem.

Apesar de muitas dificuldades, conseguiu sobreviver, esteve num centro de crianças abandonadas até ser adoptado por  um casal australiano. 

Passados vinte e cinco anos, e a viver na Tasmânia com a família adoptiva, Saroo tenta descobrir as suas verdadeiras origens, e reencontrar a sua família indiana.



A Long Way Home
Saroo Brierley

A história baseia-se na obra autobiográfica A Long Way Home, de Saroo Brierley. 

Dev Patel, o jovem actor que vimos na divina comédia The Best Exotic Marigold Hotel (2011), e Quem quer ser Milionário, vencedor Oscar de Melhor Filme do Ano em 2009, faz parte da lista da Forbes 30 Under 30 2017 interpreta Saroo na idade adulta. A seu lado Nicole Kidman, Rooney Mara, David Wenham e Sunny Pawar.

O filme não foi bem conseguido, sobretudo a partir do momento em que Saroo se foca no regresso às suas origens. Uma narração desinteressante que faz perder toda uma primeira parte bem intensa.






Dos nomeados pelos Bafta Awards, ressalto a esplendorosa Meryl Streep que não pára de nos surpreender.

'“Meryl” Streep, considered the finest actress of her generation.'
Golden Globes Awards

Desta vez, em Florence, Uma Diva Fora de Tom, tradução de Florence Foster Jenkins, filme biográfico, baseado na história de Florence Foster Jenkins, uma soprano amadora da alta sociedade americana que, apesar da sua total e assustadora inabilidade vocal, se tornou figura musical de culto da cidade de Nova Iorque nos anos 1920-1940. O historiador Stephen Pile considerou-a "the world's worst opera singer". 

"No one, before or since," he wrote, "has succeeded in liberating themselves quite so completely from the shackles of musical notation."

Realização do conceituado  Stephen Frears, 2016. Meryl Streep, excelentemente secundada por Hugh Grant. Os dois estão nomeados: Melhor Actriz Principal e Melhor Actor Secundário. 

Dos três filmes aqui referidos, o primeiro e o terceiro valem mesmo a pena ver!

Fiquemos agora na expectativa dos Bafta Awards, já no próximo dia 12 Fevereiro.

G-S

Fragmentos Culturais

18.01.2017
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