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quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Piano ! Quem inventou o piano ?





Piano fabricado por Bartolomeo Cristofori
credits :Dea/L.De Masi/Getty Images

Este último mês tem sido doloroso.  E poucas coisas me têm tirado de uma certa tristeza que se colou a mim.


No entanto, este doodle que me deu as boas vindas, na manhã do dia 4 Maio, na página inicial de Google, trouxe algum brilho ao meu olhar. Um piano animado?





Google doodle Bartolomeo Cristofori
Doodler : Leon Hong

Um piano! Não me perdoria passar sem escrever sobre este doodle que me despertou para o facto de estar viva. E poder fruir do som quase infantil, repetitivo, forte e piano da Cantata, BWV 147, Jesu, Joy of Man's Desiring de Johann Sebastian Bach, um tema tão carregado de sentimento de introversão. 


O piano, suas sonoridades me acompanham desde sempre. E me consolam ou alegram segundo os instantes de vida.


Google celebrava então o 360º aniversário de Bartolomeo Cristofori que é considerado o inventor do piano.





Bartolomeo Cristofori 1655-1731


Talvez nunca tivessem ouvido falar de Bartolomeo Cristofori, mas todos conhecem a sua invenção, o piano.

Cristofori era um fabricante italiano de instrumentos musicais. E segundo documentos da época, posteriormente desaparecidos, a ele se deve a invenção do pianoforte, instrumento que usa cordas e um teclado para reproduzir notas. 

Tornar possível aumentar ou diminuir o volume foi o grande avanço do músico artesão. E é exactamente esse mecanismo que o doodle reproduz de uma forma original.

No págine dedicada aos doodles, Google escreveu"A maior inovação foi a criação de um mecanismo de percussão que atingia as cordas de um teclado e criava som. A utilização de um martelo, tornou possível produzir sons mais piano ou mais forte, dependendo da pressão suave ou forte com que que se tocam as teclas." 

Será que ao visitar a página inicial de Google, no dia 4 Maio, experienciaram aumentar e baixar o volume da música que se ouvia, se interagissem com o doodle? Se não o fizeram, poderão tentar agora:




Perante as várias notas e esquissos publicados no blog, pressente-se que o criativo doodler Leon Hong gostou mesmo do trabalho a que se entregou.

“My favorite part of the doodle is the animation of Cristofori playing when the volume is set on forte. If I had more time I would have put even more bounce to his bottom. I hope people decide to do more research after playing with the doodle and learn more about him" 

Doodler Leon Hong





Replica of 1690 oval spinet 
by Tony Chinnery and Kerstin Schwarz

Bartolomeo Cristofori di Francesco nasceu em Padua no dia 4 Maio 1655. Na época, denominada Repubblica di Venezia.

Até aos 33 anos esteve ao serviço de Prince Ferdinando de Medici. Ferdinando, um grande apreciador e patrono da música, era filho e herdeiro de Cosimo III, Grand Duke of Tuscany. A Toscânia era ao tempo um pequeno estado independente.




A portrait of Ferdinando de' Medici with his musicians
credits: Getty Images

Ferdinando de Medici de passagem por Veneza, contratou Cristofori como técnico para cuidar de seus instrumentos musicais, supondo talvez que Cristofori pudesse vir a fabricar algum instrumento musical novo.

E sabe-se que Cristofori continuou algumas experiências até que, em 1709, apresentou o instrumento musical que seria possivelmente o piano.




The 1722 Cristofori piano 
in the Museo Nazionale degli Strumenti Musicali in Rome

Crê-se que Cristofori começou o seu trabalho no que viria a ser um piano, por volta de 1690, até à apresentação do novo instrumento em 1709.


No entanto, antes de inventar o piano, Cristofori já criara dois outros instrumentos musicais de teclas. 


O primeiro, a espineta - spinettone - um tipo de cravo. O segundo, mais original, uma espineta oval, inventada em 1690. Estes dois instrumentos apareceram inventoriados por volta de 1700.


Quando inventou o piano, chamou-lhe "gravicembalo col piano e forte" – um clavicórdio com sonoridades piano e forte.  O nome passou a pianoforte e mais tarde, piano.




Gran Piano, 1720
Bartolomeo Cristofori
The Metropolitain Museum of Art


Praticamente ignorado em Itália, o piano foi adoptado no século XVIII pelos alemães, como J. Stein e Silbermann.


Cristofori morreu sem ser apreciado pela sua grande invenção que, por sinal, mudou por completo o mundo musical em 1731 – um ano antes do aparecimento da primeira partitura para piano.


No século XIX, o piano foi mais modernizado e tornou-se finalmente conhecido.


Era um instrumento refinado,  objecto de decoração nas casas das grandes famílias até ser imortalizado pelas composições de grandes músicos como Chopin, Liszt, SchumannBrahms, Beethoven, Shubert, Debussy e vários outros.
 

Ninguém sabe quantos pianos Cristofori fabricou, mas actualmente, só três sobreviveram. 


Foram fabricados nos anos 1720 e encontram-se no Metropolitan Museum of Art on Google Cultural Institute ou Museu New York City, no Museo dei Strumenti Musicali, em Roma, e no Musikinstrumenten-Museum of Leipzig University, na Alemanha.

 


Leonard Bersnstein

"I can't remember myself as having particular talent for music before the age of ten. My parents were not particularly musical; and since I was the oldest child, I had no older brother or sister to introduce me to music. We didn't even have a piano in our house. Then one day, out of the blue, an old upright piano arrived.... I was ten years old that day when my life changed. I fell in love with the piano, and it loved me back. We've been happily married ever since."


Leonard Bernstein, 1949

G-S

Fragmentos Culturais

07.05.2015

Copyright © 2015-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

domingo, 19 de junho de 2011

Philip Glass na Casa da Música : Concerto inesquecível !





Philip Glass 
créditos:João Messias
Casa da Música


Foi no dia 25 Maio 2011. A sala Suggia estava cheia. Até o coro foi aberto ao público, tal a dimensão do concerto. Foi daí que pude ouvi-lo, quase numa posição intimista, de tal modo a proximidade.


Philip Glass entrou no palco à hora certa. Sala Suggia silenciosa, com fervor.


No ano em que a Casa da Música tem por país temático, os Estados Unidos, Glass teria que ser presença obrigatória. É um dos mais famosos compositores e pianistas  do século XX. Rotulado como minimalista, Glass considera que isso só até 1976.


Uma profunda formação em jazz, e fortes influências de países asiáticos, em particular da Índia. Estudou com Ravi Shankar, também ele uma referência do século XX, o Guru de muitos outros célebres músicos. George Harrison (The Beatles) é um deles.

Porém, essas diversas influências não impedem que confesse sentir que a sua própria música “soar muito americana”.


No programa, trinta anos de composição, cinco temas com direito a dois 'encore' que foram interpretados sem interrupção. Apenas breves introduções do pianista. Mas com simplicidade e simpatia.


Glass tocou Six Études (1994-1999), Mad Rush (1980), Metamorphoses - obra baseada em Kafka (1989), Dreaming Awake (2006), Wichita Vortex Sutra (1990). Voltou para dois encore previamente anunciados.






Philip Glass 
créditos : João Messias
Casa da Música


Audiência rendida durante cerca de hora e meia, em ambiente intimista, apesar da dimensão do auditório. Sonoridades repetitivas, quase minimalistas, que me remeteram alguma vezes para Bela Bartok - um dos contemporâneos ditos eruditos - e rasgos discretos que apelaram à emoção dos que apreciam a música no seu estado mais puro. Um todo contrastante, sempre belíssimo. 


"Mad Rush" foi talvez o momento mais alto. Philip Glass levou o público a aplaudir de pé  com intenso apreço. 


Outro momento forte? A última peça do programa. Philip Glass interpretou "Wichita Vortex Sutra".  Das colunas, uma gravação com a voz de Allen Ginsberg a recitar o poema com o mesmo título - uma reflexão anti-guerra dos anos 60 - musicado ao vivo pelas mãos de Philip Glass, num encadeamento perfeito entre palavra e som. Encantamento apenas minimizado pelas condições acústicas junto ao Coro.


Para quem estava no coro, um momento difícil! O som das palavras rolava pela sala e chegava distorcido. Talvez devido à barreira de vidro que divide o coro do palco. Apenas se captaram algumas palavras soltas numa amálgama de sons. Tristeza.


Uma falha grave, dado que a Casa da Música, ao abrir o Coro, deveria ter testado o som e prevenido tal distorção e a impossibilidade de se captar o todo em excelentes condições acústicas. Até porque o músico ensaiou na sala que considera "um novo espaço lindo".




Philip Glass | Casa da Música 
créditos: Paulo Pimenta
https://www.publico.pt/


Mesmo assim, a noite foi esplendorosa na simplicidade de um grande concerto. Único. O encore só prolongou o que todos sentiram. A viagem pelo piano conduzida por Philip Glass foi profundamente recompensadora.


Todos aplaudimos de pé, o talento do compositor que, em gestos simples agradeceu, não esquecendo nunca de se virar para o público que estava no Coro.


Novo encore não seria preciso para confirmar um grande concerto, mas até isso o enorme compositor e pianista nos ofereceu. Só mesmo para prolongar a viagem pelo piano com Philip Glass.*


Como curiosidade, Philip Glass é o compositor de bandas sonoras de filmes inesquecíveis, como As Horas ou O Ilusionista, entre outros. 


G-S

Fragmentos Culturais

19.06.2011

Video : o video que estava incluido neste post pode agora ser visionado no site da RTP Cultura.

actualizado 08.05.2026
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Créditos: video RTP Cultura. | 26.05.2011/ 08.05.2026


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia Mundial da Música 2010





Piano Forest, um filme do japonês Masayuki Kosima (2007) em desenho animado para todas as idades. 


Passou em circuito comercial em França em 2009, mas não em Portugal ! 






Teria sido encantador poder assistir a uma obra tão sensível! Uma verdadeira homenagem à Música para piano! Tem participação excepcional de Vladimir Askhenazy uma referência na música do séc.XXI, pianista e maestro. 


Nada melhor para celebrar o Dia da Música!


Vão a concertos! Eu farei o mesmo, desta vez na Beira Alta.




G-S


Fragmentos Culturais

01.10.2010
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Licença Creative Commons

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ano Chopin 2010 !





Bicentenário Chopin 
créditos © DR
via DN

"On peut aimer les Polonais pour cette seule chose: ils ont eu Chopin!"

Léon Tolstoï


Celebra-se em 2010, o 200º aniversário do nascimento de Fryderyk Chopin. Os eventos multiplicam-se um pouco por todo o mundo. Esperam-se assim excelentes concertos e belos espectáculos.



...il faudrait plutôt parler de l’âme polonaise que Chopin a su sauvegarder avec une beauté extraordinaire dans sa musique – comme ont su le faire en littérature Norwid ou encore Mickiewicz. Je pense ici en particulier à une grande signification artistique, historique, intellectuelle... Chopin, non seulement par son oeuvre mais aussi par le fait d’avoir été une personnalité extraordinaire de la plus belle sans doute des époques des belles-lettres, celle du romantisme, est devenu une valeur qui jouit d’un rayonnement exceptionnel.

Waldemar Dąbrowski
Président du Comité des Célébrations CHOPIN 2010

Fryderyk Chopin nasceu a 1 de Março de 1810 na aldeia polaca de Zelazowa Wola, na região de Varsóvia. No entanto, não há a certeza absoluta. Há quem aponte que teria nascido a 22 de Fevereiro.

"Nous n’avons plus aucune possibilité de trancher si Chopin est né le 22 février ou le 1er mars, cela n’a plus d’importance, d’ailleurs un génie a bien le droit de mettre une semaine pour venir au monde..."

Waldemar Dabrowski

Foi considerado um menino prodígio, enquanto viveu no seu país. Aos 20 anos, por questões pessoais e políticas, partiu para França (país natal do seu pai) e em Paris fez carreira brilhante como intérprete, professor e compositor, tendo acabado por adoptar a versão francesa do seu nome, Frédéric-François Chopin.

Morreu aos 39 anos, solitariamente, vítima de uma fibrose quística, embora durante muitos anos se tivesse considerado que morrera de tuberculose.






Frédéric Chopin 
 Eugène Delacroix, 1838
Collections du Louvre


"Si je voulais montrer à quelqu’un ce qu’est la Pologne, je lui jouerais les mazurkas de Chopin."

Boris Pokrowski


Duzentos anos passados sobre a sua morte, constata-se que os polacos conhecem mal o compositor e a sua obra, segundo resultados de um grupo de investigadores de Wroclaw University

Pelo que, o presidente do comité para as celebrações afirmou em entrevista que se fará deste evento cultural, um dever de educação cultural nacional:

"Aujourd’hui, nous allons fêter le 200e anniversaire de la naissance de l’homme qui peut servir de modèle de patriote, de l’artiste profondément dévoué à son pays et à sa culture, et dont la plus grande tragédie était d’être à jamais séparé de sa patrie."







Rui Vieira Nery afirmou que Chopin "é um compositor importante na história da música, inovou e fez avançar a música erudita no plano mais complexo e, ao mesmo tempo, produziu uma música eminentemente sedutora, que continua a ter esse impacto, nomeadamente os nocturnos e as valsas"


DN Artes,2010

Vieira Nery é o melhor musicólogo da actualidade. No entanto, a adjectivação de 'música sedutora' é interessante, mas Chopin é bem mais profundo. E não escreveu apenas Nocturnos e Valsas. Os seus dois concertos para piano e orquestra são de uma sensiblidade estética para além do normal.

Assim o confirmam Alfred Cortot, um dos principais estudiosos e intérpretes de Chopin. E pianistas de renome mundial que se especializaram na interpretação da sua obra: Martha Argerich, Mario Pollini, Vladimir Horowitz ou Maria João Pires.

As Sonatas, as Baladas, os Estudos, estão entre as obras para piano mais requisitadas! E são literatura obrigatória em exames do Cursos Superior de Piano, ou em grandes Concursos Internacionais de Piano, pelo seu grau de dificuldade e exigência técnicas e interpretativas.








A sua música enfatiza a nuance, a profundidade, uma espécie de rêverie intime como afirmava Cortot.

Chopin inventou ainda novos géneros na literatura para piano, como é o caso das Baladas. E introduziu inovações muito significativas em géneros já existentes, como Sonatas, Estudos, Prelúdios, Improvisos e outros. 

A sua música combina um sentido rítmico, saliente-se o rubato, e o uso frequente do cromatismo e do contraponto.

Mas Chopin foi também pintor, escritor, figura muito admirada nos salões culturais parisienses do séc. XIX. 

"Son influence sur toute la culture à partir de la moitié du XIXe siècle peut être considérée comme un phénomène : sur la musique mais aussi la littérature, les arts plastiques, les arts élitiques et populaires."

Waldemar Dabrowski





Georges Sand, 
 Eugène Delacroix, 1838
(parte do esboço)

Teve uma ligação amorosa e muito atribulada com a escritora Georges Sand, pseudónimo de Aurore Dupin, uma das figuras intelectuais femininas mais importantes da época que escrevia sob psudónimo masculino, tão comum na época, pela péssima aceitação que a literatura escrita por mulheres tinha na altura, e que já vinha de tempos imemoriais.

"Não permitais que considerem 'fantasma' os dois grandes pólos do homem, a verdade e a felicidade, quando sonhamos sonhos de felicidade, é certo já a termos conquistado."

Georges Sand, Diário Íntimo
in Antígona, Novembro 2004, pág. 153





Ano Chopin 2010/ Toronto


Ao longo de 2010, prevêem-se mais de 2000 iniciativas por todo o mundo, 1200 das quais na Polónia.

"Nous prévoyons trois points culminants de l’Année Chopin qui seront justement des événements musicaux: tout d’abord, la semaine de l’anniversaire, une série de concerts avec la participation de sommités parmi les pianistes de renommée internationale, dont Martha Argerich, Murray Perahia, Garrick Ohlsson.

Le deuxième point culminant, sera le festival Chopin et son Europe, considéré parmi les événements musicaux les plus importants non seulement en Pologne. En 2010, il s’étalera sur tout le mois d’août et nous espérons réussir à réaliser dans d’autres capitales européennes, une partie des concerts prévus dans le cadre de ce festival.

Et enfin, le Concours Chopin anniversaire, avec un jury phénoménal, et illustré également par les prestations d’éminents pianistes." 





Partitura Chopin/ Études

De entre as iniciativas comemorativas mundiais, incluem-se concertos, recitais de música clássica, jazz, blues, rock, além de bailado, exposições, espectáculos de teatro, filmes e desenhos animados.

Impossível destacar apenas um evento, tal a riqueza prevista no site oficial Ano Chopin (desactivado).

Mas gostaria de alertar, por questões de gosto pessoal, a programação da Salle Pleyel em Paris. A mais célebre sala para concertos de piano do mundo.

A nível nacional, posso destacar o recital de Maurízio Pollini na Fundação Calouste Gulbenkian, em 20 de Fevereiro.
  
O CCB apresenta uma programação bastante alargada. O Ano Chopin abre a 8 de Março, com a orquestra polaca Sinfonia Iuventus, sob a direcção de Tadeusz Wojciechowski, sendo solista o pianista Radoslaw Sobczak, segundo fonte da instituição. 

Em Junho, o "Festival Chopin" da Orquestra Metropolitana de Lisboa vai incluir uma série de concertos com dois solistas reconhecidos: António Rosado e Mário Laginha.

A Casa da Música, no Porto, não tem qualquer programa específico de Celebrações Chopin, disse à Lusa, uma porta-voz da instituição.

"Na Casa da Música, todos os anos são anos Chopin", sublinhou a responsável, referindo que no próximo ano são vários os pianistas que incluirão peças do compositor polaco nos seus recitais.

Não é bem a mesma coisa, certo?! Falha da Casa da Música, na minha opinião.






Robert Schumann
litografia : Josef Kriehuber (1839)
http://en.wikipedia.org/

O Ano Chopin vai coincidir com o Ano Schumann, um dos grandes amigos de Chopin

Foi Schumann o primeiro a reconhecer o génio de Chopin:

"Messieurs, chapeaux bas, voici un génie!"


Para Wlademar Dabrowsky esta coincidência pode ser positiva para os países de origem, Polónia e Alemanha, se em lugar de se sublinhar a rivalidade, se priorize a amizade entre os dois compositores, o que poderá levar à realização de projectos em comum bastante interessantes.


"How hard it is to 'fully' grasp the cosmos of this music! The entire Poland is here: her national drama,her everyday life, her feelings, the cult of beauty in a human being and the humanity, the noble and proud character of the country, her ponderings and songs."
 

Sem pôr em causa, nenhum dos celebrizados intérpretes de Chopin, é Martha Argerich quem abre o lugar mais íntimo de meu sentir, com aquele seu jeito arrebatador, sublime, de uma sensibilidade que me comove, distanciando-se assim de qualquer outro intérprete deste compositor.


Divina a sua 'leitura' intimista do poeta da música para piano. Eterna intérprete/voz de Chopin.


"No one who loves music can be indifferent towards Chopin. (…) His music contains unfeigned feelings, a dream of the future, and crystal-clear, fervid, exciting ideas."

Dmitri Shostakovich


G-S

Fragmentos Culturais

 * site desactivado

05.02.2010
actualizado em 26.03.2023
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