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domingo, 25 de novembro de 2018

Pela Eliminação da Violência contra as Mulheres e Raparigas







créditos: Conselho da Europa

Sapatos vermelhos tornou-se o símbolo deste dia 25 de Novembro, o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Todas as mulheres e raparigas têm o direito de viver livres de violência. Infelizmente, esta não é a realidade. 

"Uma em cada três mulheres sofreu violência física ou sexual - 22% nas mãos do parceiro. Mais da metade de todas as mulheres foram assediadas sexualmente com 20% das mulheres jovens relatando assédio sexual online ”

Dunja Mijatović, Comissário do Conselho da Europa para os Direitos Humanos





credits: European Commission



Em Portugal, trinta mulheres já morreram este ano, vítimas de actos de violência masculina. 
"Not until the half of our population represented by women and girls can live free from fear, violence and everyday insecurity, can we truly say we live in a fair and equal world." 

António Guterres, Secretário-Geral UN

(...)

O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor
Maria Teresa Horta, excerto Silêncio da Fala

Meu tributo a mulheres e jovens raparigas vítimas de maus tratos.
G-S

Fragmentos Culturais

25.11.2018
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domingo, 8 de março de 2015

Cansada : um tema para reflectir







Estou cansada -  ainda agora chorei tanto
Outra noite -  o terror andou à solta
Vai e volta e promete que não volta
Vai e volta e promete que não volta
(...)

Rodrigo Guedes de Caravalho, Cansada

Cansada é o tema que dá voz às mulheres no dia que lhe foi dedicado.

Oito vozes femininas cantam para alertar consciências, numa iniciativa da APAV, associada à SIC. 

O autor da letra e da música é Rodrigo Guedes de Carvalho, um homem da informação, e não só. Rodrigo Guedes de Carvalho também tem livros publicados.

A música é nterpretada pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa e dirigida pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo. Filipe Melo está no piano, Nelson Cascais no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria e Ana Castanhito na harpa.

Conta com a participação das oito cantoras portuguesas. Manuela Azevedo, Cuca Roseta, Rita Redshoes, Gisela João, Aldina Duarte, Ana Bacalhau, Marta Hugon, e Selma Uamusse.

Para Cuca Roseta, o vídeo ”ficou maravilhoso, é fortíssimo”. A cantora Rita Redshoes considera que este “tem uma imagem forte, a preto e branco”, e que a letra “é um alerta contra a violência, de uma forma poética”.

Depois da divulgação, o videoclip ficará também disponível no site e no canal de YouTube da APAV e também nas redes sociais. 

Rodrigo Guedes de Carvalho convida “todos os órgãos de comunicação social a disponibilizarem o vídeo, por ser uma causa nobre — acima de partidos políticos, clubes futebolísticos ou até de concorrência entre órgãos de comunicação social”.






"A educação é o instrumento fundamental que garante a igualdade de género,"

Liliana RodriguesS&D, Portugal

A importância da educação foi o tema destacado pelo Parlamento Europeu para o Dia Internacional da Mulher 2015.

Gostei da escolha do tema. A educação é a base para que a mulher possa e queira ter uma vida melhor.

canção que aqui divulgo e convido a partilhar é suave na melodia, mas intensa nas palavras cantadas.

(...)
Talvez o amor me espere noutra estrada
Mas tão cansada não consigo procurá-la
 tão sem força de tentar não ser escrava
Já sei que hoje fico suspensa outra vez
Outra vez a pensar que hoje talvez…

Façamos do Dia da Mulher uma chamada de atenção difícil de ignorar. Sejamos pelas mulheres deste país.

G-S

Fragmentos Culturais

08.03.2015
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dia Internacional para a Eliminação da Violência de Género



Vanessa Paradis 

"I welcome the chorus of voices calling for an end to the violence that affects an estimated one in three women in her lifetime. I applaud leaders who are helping to enact and enforce laws and change mindsets. And I pay tribute to all those heroes around the world who help victims to heal and to become agents of change ."
Secretary-General Ban Ki-moon
No Dia Internacional para Eliminação da Violência Contra as Mulheres, agora também denominado Dia Internacional para a Eliminação da Violência de Género, as Nações Unidas divulgaram os seguintes dados:
"Entre 500,000 a dois milhões de pessoas são traficadas anualmente para situações que incluem prostituição, trabalho forçado, escravatura. 
As mulheres e meninas representam cerca de 80% das vítimas detectadas.
Em Portugal, trinta e duas mulheres já terão morrido este ano, vítimas de actos de violência masculina. 
Basta
- digo –
que se faça
do corpo da mulher

a praça – a casa
a taça

a água

Com que se mata
a sede
do vício e da desgraça

Maria Teresa Horta, Basta

(in Poesia Reunida, pág. 448, Dom Quixote-Leya, 2009)


Para que não se esqueça.

G-S

Fragmentos 

26.11.2013
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domingo, 25 de novembro de 2012

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres



Ditta Miranda Jasjfi Pina Bausch

Seis escritores juntaram-se num livro intitulado "Isto não é um conto" em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica. 
            
Alice Vieira, Maria Teresa Horta, Afonso Cruz, Patrícia Reis, António Figueira e a cubana Karla Suárez 'ficcionaram' seis histórias reais, testemunhos de mulheres vítimas de violência doméstica.

Criação que não foi fácil, mesmo para alguém com a experiência de escrita de Maria Teresa Horta.
“Para mim foi-me difícil ficcionar uma história destas, eu que ficcionei tantas histórias de violência doméstica”
Maria Teresa Horta

Ditta Miranda Jasjfi | Pina Bausch
As histórias criadas para "Isto não é um conto" pretendem servir de alerta para casos que, por vezes, acontecem ao nosso lado, como afirmou a escritora Patrícia Reis. O livro é ilustrado por Pedro Vieira.
Uma iniciativa da Associação Link, o projecto contou com o apoio de diversas empresas para tomar a forma de livro, e os seus sete criadores, os seis escritores e Pedro Vieira que, embora escritor, participa na obra como ilustrador, abdicaram dos direitos de autor.
"Isto não É Um Conto é também uma forma de ajudar a reconstruir vidas: as receitas das vendas deste livro destinam-se integralmente a apoiar mulheres sobreviventes de violência doméstica, através de um fundo que permitirá o fortalecimento das respostas e dos serviços adequados que promovam a segurança e autonomia das mulheres, jovens e crianças, devolvendo-lhes direitos tão elementares e vitais como a liberdade e a dignidade humanas."


Ó secreta violência
dos meus sentidos domados

em mim parto
e em mim esqueço

senhora do meu
silêncio
com tantos quartos fechados

Anoitece e desguarneço
despeço aquilo que
faço

Ó semelhança e firmeza
mulher doente de afagos.

Maria Teresa Horta, Violência
in Portal de Poesia Ibero-Americana

Os dados relativos a 2012 agora apresentados pelo "Observatório das Mulheres Assassinadas" registam já 36 homicídios e 49 tentativas de homicídio.

G-S
Fragmentos
25.11.2012
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Licença Creative Commons

Associação Link


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Direitos Humanos : Aung San Suu Kyi : Roteiro de emoções ? Não mais !




Aung San Suu Kyi 
Daniel Sannum-Lauten/AFP/Getty Images

"Sei que seria possível construir a forma justa 
De uma cidade humana que fosse 
Fiel à perfeição do universo" 

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Forma Justa

Aung San Suu Kyi, The Lady de Luc Besson terminou a sua viagem de duas semanas à Europa. 

Ser-me-ia impossível não voltar a escrever sobre esta "senhora" que me impressionou, desde sempre, pela doçura mesclada de coragem.

Aung San Suu Kyi recebeu finalmente em Oslo, no dia 16 Junho 2012, o Prémio Nobel da Paz, vinte e um anos depois de a Academia Sueca lho ter concedido (1991).  Aung San Suu Kyi declarou que este galardão "abriu uma porta no seu coração"

No discurso de aceitação do Nobel a ouvir aqui, Suu Kyi considerou que o comité que a premiou "estava a reconhecer que os oprimidos e isolados na Birmânia também faziam parte do mundo, estava a reconhecer a unidade da Humanidade".

"Para mim, receber o prémio Nobel da Paz significa que estendo as minhas preocupações em relação à democracia e os direitos humanos além das fronteiras nacionais (...)

Aung San Suu Kyi


Aung Suu Kyi | Reuters/Soe Zeya Tun

Em 14 de Outubro 1991 foi anunciado que o Nobel da Paz ia para Aung San Suu Kyi, pela sua luta a favor da democracia e dos direitos humanos na Birmânia - Mianmar. 

Ex-estudante da Universidade de Oxford, Aung Suu Kyi viu-se impedida de receber o prémio em Oslo por se encontrar detida em sua casa, na capital Rangum.

"Durante os últimos 21 anos, esta lutadora demonstrou que o prémio está mais do que justificado. Suu Kyi é um exemplo moral para o mundo. Apesar de ter passado a maior parte da sua vida recolhida na prisão ou em casa, nunca deixámos de ouvir a sua voz"

Thorbjoern Jagland, presidente Comité Nobel da Paz

De regresso à Europa onde casou e teve dois filhos, Aung San Suu Kyi fez um roteiro de emoções.

Suíça, Noruega, Irlanda e sobretudo o Reino Unido estiveram no seu trajecto. A viagem termina amanhã em França.






Emocionada e sob uma chuva de aplausos recebeu no dia 20 Junho o título de "Doutor Honoris Causa" em Oxford, universidade onde estudou e viveu feliz com sua família antes que seu destino mudasse em 1988.

"Durante todos estes anos difíceis em prisão domiciliar (...) as minhas recordações de Oxford (...) ajudaram-me a responder aos desafios que precisava enfrentar",

"During the most difficult years I was upheld [by] my memories of Oxford," said Suu Kyi.  "These were among the most important inner resources that helped me to cope with all the challenges I had to face."


Aung San Suu Kyi



Créditos : REUTERS

Aung San Suu Kyi termina a sua viagem em 29 Junho em Paris. Aí, recebeu o título de "cidadã honorária da cidade", concedido em 2004. Foi acolhida com todas as honras. E teve como acto oficial final, o simbólico gesto de plantar "un arbre de la liberté" nos jardins do Ministério dos Negócios Estrangeiros, ontem 27 Junho.


Reconhecendo sentir-se cansada, depois desta intensa viagem rodeada de afectos e emoções, afirmou: "Quando as pessoas me fazem perguntas sobre todos os sacrifícios que fiz, sempre tenho a tentação de dizer que o que mais sacrifiquei foi o sono".



Sei que seria possível construir o mundo justo 
As cidades poderiam ser claras e lavadas 
Pelo canto dos espaços e das fontes 
O céu o mar e a terra estão prontos 
A saciar a nossa fome do terrestre 
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia 
Cada dia a cada um a liberdade e o reino (...)

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Forma Justa 
in A Forma das Coisas






Etnia Rohingya
créditos: Getty Images

Pelas útltimas notíciasAung San Suu Kyi não está a honrar a distinção que lhe foi entregue. E são muitas as vozes que a acusam de estar a fazer uma limpeza étnica no seu país. Milhares de  Rohingya estão a ser forçados a abandonar o seu país.


O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, exprimiu na passada terça-feira, o seu repúdio perante tal situação. E afirmou que Aung San Suu Kyi tem a última oportunidade para parar com esta ofensiva:
"If she does not reverse the situation now, then I think the tragedy will be absolutely horrible, and unfortunately then I don't see how this can be reversed in the future."

António Guterres, Secretário-Geral ONU




crise etnia Rohingya/ Myanmar
créditos: AFP

Também o líder espiritual Dalai-Lama apelou Aung San Suu Kyi para terminar pacificamente esta crise do povo  Rohingya:

"May I take the liberty of writing to you once again to tell you how dismayed I am by the distressing circumstances in which the situation seems to have deteriorated further," 

Dalai-Lama, em carta enviada 


Há vozes que se levantam a nível já mundial para que lhe seja retirado o Prémio Nobel da Paz.

Por isso deixo aqui a continuação do poema:

Cada dia a cada um a liberdade e o reino 
— Na concha na flor no homem e no fruto 
Se nada adoecer a própria forma é justa 
E no todo se integra como palavra em verso 
Sei que seria possível construir a forma justa 
De uma cidade humana que fosse 
Fiel à perfeição do universo (...)


Sophia de M. Breyner Andrrsen, O Nome das Coisas, excerto


Triste e desiludida. Aung San Suu Kyi por quem manifestei minha admiração, sei agora que não a merece.


G-S


Fragmentos Culturais


28.06.2012

actualização 17.09.2017

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Nota: A ler o poema integral de Sophia M.B. Andresen aqui

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres e Crianças





Fabuleus | Bailado


“Em 2010 31.679* mulheres caíram e bateram com a cara no lavatório em
 3 locais diferentes.”

“Em 2010 31.679* mulheres tropeçaram e bateram em cheio na maçaneta
 da porta.”





Fabuleus | Bailado

Este ano a campanha aborda também a violência doméstica contra as crianças.


“Em 2010 3.701 crianças caíram das escadas várias vezes seguidas.”


Não importa a idade,
                    classe social.
  Mulheres, tomadas pelo medo,
têm a alma amargurada,

                       a carne rasgada.

Nos olhares castigados,
não há lágrimas nem sorrisos.
Só um silencioso pedido de socorro
                  entre sonhos adormecidos.

Andréa Motta, Estigma, 2004


G-S

Fragmentos

25.11.2011
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sábado, 13 de novembro de 2010

O sorriso de Aung San Suu Kyi ? Não mais !









 AP Photo/Khin Maung Win 



Aung San Suu Kyi Prémio Nobel da Paz em 1991 foi libertada hoje depois de sete anos de prisão domiciliária em Myanmar.

A sorrir, com uma flor no cabelo, Aung San Suu Kyi falou por instantes a todos os que a apoiaram.





créditos: Kyi Soe Zeya Tun/REUTERS
http:www.yahoo.com/






créditos: AP Photo/Pankaj Nangia
http:www.yahoo.com/


Antes do anúncio da libertação, cerca de 1500 pessoas, junto a sua casa, apelavam à libertação numa manifestação que começou sexta-feira.
As Nações Unidas recomendaram que terminem todas as restrições a deslocações e actividades da Nobel da Paz.





créditos: REUTERS/Soe Zeya Tun (MYANMAR

Nos últimos 21 anos, Aung San Suu Kyi esteve presa 17 anos, sem acesso ao exterior, sem telefone, televisão e Internet e sem poder receber visitas.

Fragmentos Culturais já aqui tinha dado voz a Myanmar. E nada melhor do que ouvir Just a Perfect Day na versão de Susan Doyle








(...)
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel AlegreTrova do Vento que passa




Etnia Rohingya
créditos: Getty Images

Pelas útltimas notíciasAung San Suu Kyi não está a honrar a distinção que lhe foi entregue. E são muitas as vozes que a acusam de estar a fazer uma limpeza étnica no seu país. Milhares de  Rohingya estão a ser forçados a abandonar o seu país. Cerca de 90,000 Rohingya fugiram para o Bangladesh nos últimos dez dias. 

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, exprimiu na passada terça-feira, o seu repúdio perante tal situação. E afirmou que Aung San Suu Kyi tem a última oportunidade para parar com esta ofensiva:
"If she does not reverse the situation now, then I think the tragedy will be absolutely horrible, and unfortunately then I don't see how this can be reversed in the future."

António Guterres, Secretário-Geral ONU




crise etnia Rohingya/ Myanmar
créditos: AFP

Também o líder espiritual Dalai-Lama apelou Aung San Suu Kyi para terminar pacificamente esta crise do povo  Rohingya:

"May I take the liberty of writing to you once again to tell you how dismayed I am by the distressing circumstances in which the situation seems to have deteriorated further," 

Dalai-Lama, em carta enviada 

Há vozes que se levantam a nível já mundial para que lhe seja retirado o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuido:

"for her non-violent struggle for democracy and human rights"

Nobel Prize

Se tal se confirma, já que a ONU assim o afirma, deixo aqui um excerto do poema:

Cada dia a cada um a liberdade e o reino 
— Na concha na flor no homem e no fruto 
Se nada adoecer a própria forma é justa 
E no todo se integra como palavra em verso 
Sei que seria possível construir a forma justa 
De uma cidade humana que fosse 
Fiel à perfeição do universo (...)


Sophia de M. Breyner Andresen, O Nome das Coisas, excerto


Triste e desiludida. Aung San Suu Kyi por quem manifestei minha admiração, sei agora que não a merece.

G-S


Fragmentos Culturais

13.11.10
actualização 17.09.2017
Copyright © 2010-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

* A Gonçalo de Sabor da Palavra por me brindar de novo com sua amizade. A sugestão do vídeo a ele pertence, já que ouvi esta versão lindíssima no seu blogue.