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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Amadeo : Filme biográfico sobre pintor Amadeo Souza-Cardoso de Vicente do Ó !

 




Amadeo
Vicente do Ó, 2023


Amadeo o mais recente filme de Vicente Alves do Ó inspira-se na vida e obra do pintor Amadeo de Souza-Cardoso. A história do homem que sonhou pintar o futuro e o seu grande amor por Lucie, a mulher que lutou pela eternidade, terá a sua estreia a 26 de Janeiro 2023.

“No dia em que faz anos o nosso Amadeo de Souza-Cardoso, no dia em que faz três anos que começaram as filmagens, aqui está o trailer do nosso filme”

Vicente Alves do Ó, 14.11.2022 

Escreveu o realizador, na sua página na rede social Facebook, na qual convidava os seus seguidores a verem o trailer da obra.

Vicente Alves do Ó, o mesmo que realizou Florbela baseado na vida de Florbela Espanca (vi e adorei!) e Al Berto sobre o grande poeta Al Berto. Não vi.



Amadeo
Vicente do Ó, 2023


Amadeo é uma longa metragem de ficção histórica, inspirada na vida e na obra do pintor Amadeo de Souza-Cardodo, nascido em Manhufe, Amarante, a 14 de Novembro de 1887 e que cedo partiu para Paris, onde fez amizade com Picasso, Gaudí, Modigliani, Apollinaire e Delaunay.

Escrito e realizado por Vicente Alves do Ó, o filme é estruturado em 3 tempos/episódios da vida de Amadeo Ferreira de Souza-Cardoso. 





Amadeo
Vicente do Ó, 2023


Em 1916, quando o jovem Amadeo organiza a primeira grande Exposição Modernista em Portugal e revela um mundo novo a um país velho e conservador, depois de ter estado em Paris. 

Recua a 1911, quando Amadeo apresenta os seus primeiros trabalhos à elite artística da cidade de Paris; 

E finalmente, 1918, o fatídico ano da pandemia que assolou o mundo, a gripe espanhola, que matou milhões de pessoas nomeadamente a família Souza-Cardoso, e que abrevia a vida inesquecível deste homem a quem Lucie dedicou o resto da sua vida.




O filme biográfico Amadeo chegou a ter estreia marcada para 2020. No entanto, devido à pandemia Covi, acabou adiada. Está agora reagendada para o próximo ano.

A longa-metragem, que tem como subtítulo, “O homem que pintou o futuro”, retrata a ascensão do pintor natural de Amarante e o processo de criação das suas maiores obras.



Amadeo
Vicente do Ó, 2023


Considerado um dos artistas mais relevantes e importantes do Modernismo, nos inícios do século XX, o realizador vê em Amadeo de Souza-Cardoso «um homem de vanguarda num período da História marcado por revoluções, clivagens, o velho a combater o novo, simbolizando esse “novo novíssimo”, que ainda hoje nos inspira.» 




Deixo video sobre Amadeo de Souza-Cardoso e sua obra para quem quiser conhecer um pouco mais deste imenso nome da arte e da pintura portuguesa.

Amadeo de Souza-Cardoso, um dos pintores mais representativos do Modernismo português, no século XX, nasceu em Amarante, a 14 de Novembro de 1887, tendo convivido com Fernando Pessoa e Pablo Picasso, entre outros artistas da primeira metade do século XX.

Reconhecido nos meios da vanguarda, fez parte de exposições colectivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres.



Amadeo
Vicente do Ó, 2023

O filme conta com Rafael Morais, Ana Lopes, Lúcia Moniz, Ana Vilela da Costa, Manuela Couto, Ricardo Barbosa, Raquel Rocha Vieira, José Pimentão, e os grandes actores já falecidos, Rogério Samora e Eunice Muñoz.

Amadeo foi realizado com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual, da RTP, do Fundo de Turismo e Cinema e da Fundação Calouste Gulbenkian.




Amadeo
Vicente do Ó, 2023

Num momento em que as salas de cinema cairam num marasmo, sem filmes de qualidade em exibição, um filme destes despertou-me desta letargia cinematográfica em que me encontro. Logo eu que adoro cinema!

É pois com grande ansiedade que espero Amadeo nas salas de cinema. Depois de Florbela, do mesmo realizador, só posso esperar o melhor.

Assim escrevi em 2012, depois de ir ver Florbela ao cinema:

"Um retrato livre de Florbela, a mulher e a poeta,  em momento de vida de busca de inspiração desta enorme poeta com tal sede de infinito. E  o realizador sabe captivar-nos. Ficamos presos às imagens, aos diálogos, ao cenário. 

*Nota: o filme Amadeo já está em exibição nas salas da cidades.

* Para quem não viu no cinema, RTP1 vai exibir o filme, dia 4 Junho pelas 22:45 horas. Não perca !

G-S 

Fragmentos Culturais

15.11.2022

actualizado 02.06.2024

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fontes: Público/Ípsilon


domingo, 28 de março de 2010

Tempos Soltos lendo Eduardo Prado Coelho




Untitled | Amadeo de Souza-Cardoso
via Wikipaintings

Porquê, afinal ? Porque de tempos a tempos há coisas que me tocam. Ainda.

Eduardo Prado Coelho, Tudo o que não escrevi,

Diário I, Edições Asa, 1992

E Março adentrou-se! Fresco, brumoso, entre nuvens desorientadas cinza-pardo num céu de adamastor furioso! Verdadeiro Março. Estações que se baralham, destemperadas e avulsas.




Tarot The World


Um fio de paixão pela escrita recomeça a emaranhar-se nestes dedos tão inquietos quanto o ritmado e fulgente pensamento!

Mãos que poisaram mansamente em fins de tardes frias com saudades dos sabores a maresia e brilho azul-prata. Tempos esparsos de acalmias, percorrendo pausadamente as folhas de alguns dos livros que acompanharam meus lugares de interioridades.


Escolho o livro como uma carícia silenciosa, a gesta da reconciliação com o mundo: desejo de fluidez, de ternura que se entorna num gesto desajeitado, esforço para reconduzir a alegria a este rosto encostado à tristeza como a um vidro de aquário.

Eduardo Prado Coelho, Tudo o que não escrevi, 
Diário I, Edições Asa, 1992, pág 23

Um acontecimento me tocou nestes tempos soltos de uma anunciada primavera! Um encontro inesperado colheu-me ontem, à noite, com um gesto de suavidade. 

Alegrias e tormentas desvanecidas se mesclaram em momentos ímpares, trazendo-me a realidade de seres autênticos, num olhar bem atento, amistoso e introspectivo.

Dias perfeitos, redondos como pedras, nítidos, coincidentes, plenos, drapejados. Contudo nada foi tão perfeito como a relação contigo: um braço sobre os ombros, a mão nos cabelos, a sabedoria da amizade, o afecto infinito. Talvez eu ainda não estivesse preparado para uma tal exigência. Mas pouco a pouco percebi que havia um encontro inadiável.

Eduardo Prado Coelho, Tudo o que não escrevi, Diário I, 

Edições Asa, 1992, pág 24

Hoje, o dia esteve lindo! Lá longe o sol poente em contraponto com o mar apenas adivinhado pelas cores quentes de um firmamento que, de mansinho, se vai mostrando conciliador.

Com o final de tarde a abater-se nas vidraças luminosas e bem temperadas, eu espraio meu olhar na imensidão do horizonte, tranquilo, acolhedor, de tonalidades finalmente azul-claro! Fragrâncias aspiradas de uma nova estação se adivinham. Já chegou a Primavera?

A um grupo muito especial, 

G-S

Fragmentos Culturais


28.03.2010

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