Wednesday, May 18, 2016

Falemos de Amadeo de Souza-Cardoso no Dia Intl dos Museus





Amadeo de Souza-Cardoso, Lévriers, 1911 Huile sur toile, Portugal, Lisbonne

Fundação Gulbenkian/ Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão 
© Collection CAM/Fondation Calouste Gulbenkian. Photo : Paulo Costa 
http://www.grandpalais.fr/

Hoje é Dia Internacional dos Museus. Tempo certo celebrar Amadeo de Souza-Cardoso, um pintor português em exposição no Grand Palais, Paris.

"Amadeo de Souza-Cardoso est un artiste aux multiples facettes dont l’oeuvre se situe à la croisée de tous les courants artistiques du XXe siècle. Au-delà des influences impressionnistes, fauves, cubistes et futuristes, il refuse les étiquettes et imagine un art qui lui est propre, entre tradition et modernité, entre le Portugal et Paris. Deux-cent cinquante oeuvres d’Amadeo et de ses amis proches, Modigliani, Brancusi ou encore le couple Delaunay, sont rassemblées dans cette exposition, qui est la première grande rétrospective consacrée à l’artiste portugais depuis 1958."

Grand Palais



Amadeo de Souza-Cardoso

Amadeo de Souza-Cardoso 1887-1918, a exposição dedicada a Amadeo de Souza -Cardoso (1887-1918), no Grand Palais, em Paris, foi inaugurada no dia 20 Abril 2016 no Grand Palais e aí permacerá até dia 18 Julho 2016.

Realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos da delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição reúne 250 obras assinadas por Amadeo de Souza-Cardoso, 15 obras de outros artistas, que foram próximos do criador português, como Amedeo Modigliani, Constantin Brancusi e o casal Robert e Sonia Delaunay, e 52 documentos de arquivo.





A mostra é "uma revelação, uma redescoberta" para o público internacional, foi afirmado pela comissária da exposição, a historiadora de arte Helena de Freitas, recordando que houve "um conjunto de circunstâncias que levaram a que, durante largas décadas, o trabalho de Amadeo não tivesse sido convenientemente divulgado".





Amadeo de Souza-Cardoso
https://c1.staticflickr.com/

Um século depois do desaparecimento de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), o Grand Palais, em Paris, dedica-lhe uma grande exposição. O Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) contribuiu com 20 peças da sua exposição permanente, entre pinturas, desenhos e caricaturas, correspondentes a diferentes fases da vida artística de Amadeo


Amadeo  invade o métro de Paris 
Em todo o século XX não existirá exemplo mais surpreendente de um artista maior caído no esquecimento do que o de Amadeo de Souza-Cardoso



Amadeo invade o métro de Paris
"Figura ímpar da vanguarda modernista parisiense, deixou uma obra fulgurante, cúmplice de todas as revoluções estéticas do seu tempo e, simultaneamente, absolutamente única e original. A sua morte prematura, aos 30 anos, no final da I Guerra Mundial, afastou-o da consagração artística e da história de arte internacional."





Enquanto esteve em Paris, entre 1906-1914, Amadeo estava, de facto, no centro das vanguardas do seu tempo. Relacionou-se ao lado dos artistas que todos conhecemos como os principais artistas das vanguardas internacionais. 

Amadeo estava naturalmente no centro, sem quaisquer complexos de inferioridade. Ele sentia-se tão à vontade em Manhufe como em Paris. 



Procissão Corpus Christi, 1913 (Coleção CAM - Fundação Gulbenkian)
Amadeo Souza-Cardoso

A vida de Souza-Cardoso foi curta e intensa, destacando-se dois períodos decisivos, assinalados nesta exposição no Grand Palais: a vida em Paris (1906-1914) e o regresso à sua terra natal, Manhufe (1914-1918). 

Durante este período de pouco mais de uma década, o artista viveu nestes dois mundos, entre viagens de ir e voltar, sempre insatisfeito, desejando estar onde não estava, numa permanente instabilidade geográfica.








Amadeo invade o métro de Paris

A exposição mostra uma densa produção artística, ilustrando uma obra plena de referências ao mundo rural e ao mundo moderno, com registos cubistas, futuristas ou expressionistas. Um artista que afirmava "ter mais fases do luas" e que foi traçando o próprio estilo sem querer integrar nenhum movimento.

"Je suis futuriste, cubiste, inpressionniste, je n'ai aucune école."

Amadeo de Souza-Cardoso



Clown/Cavalo/Salamandra, 1911-1912
Amadeo Souza-Cardoso

Organizada pelo organismo público francês Réunion des Musées Nationaux et du Grand Palais des Champs-Élysées, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

«Le plus célèbre peintre portugais avancé», tels sont les mots qu'utilisa Fernando Pessoa pour décrire Souza-Cardoso en 1916. 

José de Almada Negreiros, écrivain, artiste et compagnon de travail d'Amadeo, proclama à son égard une phrase légendaire du Futurisme portugais : « Amadeo est la première découverte du Portugal en Europe au XXème siècle ».




"Un siècle plus tard, ces affirmations se heurtent à la méconnaissance qui plane dans l'historiographie internationale au sujet d'Amadeo - mais qui est donc cet artiste ?

L'exposition se propose non seulement de répondre à cette interrogation mais est aussi le signe d'un retour et d'une redécouverte."

Grand Palais

"Ça déborde de créativité, de génie, de dynamisme. C'est effervescent, époustouflant. J'ai l'impression d'avoir avalé un grand verre de couleurs et de rayonner." Marion O. Avril 2016


Paroles de visiteur sur l'exposition Amadeo.


G-S

Fragmentos Culturais

18.05.2016
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Referências:

Grand Palais/ Fundação Calouste Gulbenkian/ Museu Municipal Amadeo Souza Cardoso


1 comment:

G- Souto said...

Lamentavelmente, esta post dedicado a Amadeo não mereceu comentários, embora tenha sido muito visionado.

E a exposição foi um grande sucesso. Mas Paris é capital da cultura, no mundo. Continua a ter essa fama.

Fala-se agora que o Museu Soares dos Reis prepara também uma exposição dedicado a Souza-Cardoso. Ficarei muito atenta.