Tuesday, August 27, 2013

O fio da vida




Somewhere Gone, 2011
Credits: David Trully


"Esse período pode ser muito reconfortante e melancólico. Reconfortante porque todas as lembranças e cicatrizes assentam, são processadas pela memória, narradas a nós próprios devagarinho, encontram um lugar na organização da cabeça. Melancólico exactamente pelo mesmo motivo. Esse é um período em que se contempla um tempo que, ali, se sabe com muita certeza que não voltará."

José Luís Peixoto, O vagabundo regressa a casa*


É isso! Tempo de fuga, tempo de reconforto, tempo de outras paisagens, talvez outras paragens. 

Ir ao sabor das brisas suaves, tentadoras, apeladoras à evasão, Contemplação de mar. Mar que não aquece, teimosamente gelado. Revigorante!

Tempo de aspirar o tempo que nos oferece o universo. E de observar. Acalmia.

Tempo de deixar fluir o pensamento. Fluir como quem caminha na direcção do seu eu mais intimista, deslizando nas margens das nuvens, sem pressas, sem cuidados. Sentir o impulso. O fio da vida.

Do violeta das nuvens
 Ao malva dos lírios
O meu pensamento vai e vem.

Chyo-Ni

Voltarei depois de um tempo de silêncio. Outras paragens. Serenidade. Música? A da Natureza. Leituras.


G-S

27.08.2013
Copyright © 2013-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®
Licença Creative Commons

4 comments:

manuela catarino said...

Que seja um tempo de renovação e de todo o sentir, "Fragamentos"!!!!

Que a Vida seja criativa e te dê o seu melhor. SEMPRE!!!!!

E nós aqui estaremos...por perto!!!!!
MC

Nilson Barcelli said...

Palavras magníficas.
Gostei de as ler.
E, apesar de serem de 2 autores, descobriste a relação entre ambas...
Espero que as outras paragens e o silêncio sejam proveitosos para ti.
Um beijo, querida amiga.

Fragmentos Culturais said...

E foi mesmo, querida amiga!

Muito agradeço o teu voto tão belo. Senti-me privilegiada por te ter como amiga e leitora.

Abraço

Fragmentos Culturais said...

Muito obrigada, amigo de longa data, Nilson!

Sim, as paragens, o silêncio apaziguaram-me... foi um ano de muita coisa! Nem toda agradável.

beijo querido amigo