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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Silêncios Barcelona





via Twitter/X
Google Images Archive


"Courageous people do not fear forgiving, for the sake of peace."

Nelson Mandela

G-S

Fragmentos Culturais

18.08.2017

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Silêncios









"Estar de bem com a matemática é estar de bem com a vida. Respirar x vezes por hora é fundamental. Existe paz no rosto esculpido de Pitágoras. E a paz não se troca por nada porque inclui tudo o que é necessário."

José Luís Peixoto, Abraço


G-S

23.05.2017
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sábado, 26 de março de 2016

Meditando Páscoa






créditos: Autor não identificado
via Google Images

Ando por aqui rondando. Prcuro inspiração. Estamos em tempo de Páscoa. É urgente encurraexprimir-me, Escrever dos sentimentos que me inundam. Porém, encurralados para lá das palavras.

A semana de prenúncio de primavera tocava-me. Escreve algo! Cruzo-me com a minha voz, muda. Diz-me - Anda! Alguma coisa tem de mudar!

"Mas tudo é mudança na vida, menos aquilo que nenhum de nós domina"... contrapõe a voz do poeta.

O mundo tornou-se um campo roxo de incerteza. Um vento sopra. Tenta limpar as nuvens plúmbeas. Abrir o azul que, tal como as aves, eu tanto gosto. 

Basta uma mensagem simples - continua minha voz muda. Mas um deus mais pesado do que noite de chuva, fria, em véspera de Páscoa, poisa uma auréloa de cinza, sofrimento, e dor. Lugares vazios.

Os sentimentos sublimam-se, ó fragilidade humana! Suplicamos intimos anseios de uma Páscoa serena, fraterna. A dor aperta o coração de tantos!

Atravessamos dias inundados de lágrimas. E a Primavera recua. Nem os pássaros se aproximam.

O inverno é um sentimento que envolve o coração da Humanidade. E o desconforto do céu chora. Desespero.

Rezem por mim ! Mas ninguém os ouve, perdidos num destino que não buscaram, mas que os ceifa na sombra das cinzas.

"E é como se nunca mais ninguém te esperasse,
ó deus que dormes numa vigília de humanidade,
ó homem que despertas num canto da eternidade."

Nuno Júdice, Cristo morto (excertos)

G-S

26.03.2016
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terça-feira, 22 de março de 2016

Silêncios



credits: Elyx Yak

Solidarité avec la Belgique ! Nous sommes tous les atomes d'une même humanité.

Elyx


G-S

Fragmentos Culturais

22.03.2016
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sábado, 14 de novembro de 2015

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa, da simplicidade





foto via Family holiday.net

Ando por aqui rondando, há alguns dias, tentando inspiração para escrever sobre a Páscoa. A semana de aromas de primavera incitava-me a escrever algo de luminoso, já que um ligeiro problema de saúde me retirara muita energia boa. Mas a inspiração não vem quando queremos.

Bastava uma mensagem curta, sem muitas palavras. Por vezes, a ausência de palavras instala-se. 

A Primavera desponta, apesar de alguns dias instáveis. Mais luz, natureza tímida, paisagens que se transmutam lentamente, passo apressado das pessoas. Lugares vazios.

Os afectos sublimam-se, diante da fragilidade humana, e desdobramos intimos anseios de uma Páscoa serena, fraterna na dor que aperta o coração de tantas pessoas.

Que nenhuma estrela queime o teu perfil 
Que nenhum deus se lembre do teu nome 
Que nem o vento passe onde tu passas. 

Para ti eu criarei um dia puro 
Livre como o vento e repetido 
Como o florir das ondas ordenadas. 

Sophia de Mello Breyner

G-S
Fragmentos Culturais
(em jeito de meditação de Páscoa sem muita inspiração)
19.04. 2014
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Páscoa, um tempo que nos toca




créditos: Oficina do Livro

Mil são as espécies de homens, e mil os seus hábitos. Cada um tem seu próprio querer, e vive com um sentimento que nem todos partilham." (...)

Nuno Júdice, Relendo Pérsio


Pensava, há pouco mais de uma semana, que queria voltar a escrever. Falta de tempo, acreditava. Numa primeira fase, até foi a falta de tempo. E a ausência do país. 

Não, não vi rostos tão tristes como os nossos. Mas vi muita pobreza na rua, tanta ou mais do que nas nossas ruas. E uma pobreza mais abandonada.

De regresso, senti um impulso imenso de escrever. Tinha assuntos culturais para partilhar, ideias para expressar. Mas atravessava os dias inundados de chuva, um a um, e acabei por me deixar afundar na falta de cor de uma primavera ausente. Nem os pássaros se atreviam a aproximar.

O inverno não é só uma ideia, é um sentimento que se vai alastrando pelo coração da Humanidade.

As linhas da natureza não são nítidas. O inverno prolonga-se. Não se ouvem os pássaros, não se vêem flores. 

Espreito com intensidade o calendário. Nada! Nada respira a primavera. Só o desconforto do céu que chora em desespero. 

"Pai, porque não vens atrás de mim?"
Mas do céu ninguém lhe responde.

Nuno Júdice, Cristo anónimo

Não! Não tenho uma visão negra do mundo. Nem vejo a Fé como fronteira entre os homens. As religiões, sim. Fé não! 

E é como se nunca mais ninguém te esperasse,
ó deus que dormes numa vigília de humanidade,
ó homem que despertas num canto da eternidade.

Nuno Júdice, Cristo morto

Sem deixar para trás as tristezas - não desaparecem em segundos - olhemos em volta. E tentemos alterar um pouco o rumo do mundo, nem que seja num singelo gesto, um sorriso que se desprende, uma mão que se abre.



créditos: Matt Cardy | Getty Images
https://www.news.yahoo.com/

A Primavera desponta? Quem sabe? Não a enxerguei ainda, nestes dias de noites frias, e manhãs brumosas que transmutam a paisagem da alma daqueles que teimam em andar em frente. 

Não há lacunas ocultadas. Feridas esparsas algumas, que sustentam o edifício com janelas - os afectos - por onde a luz, os sons, os sentimentos, apesar de frágeis, entram e se desdobram num gesto solidário que cremos ser capazes.

G-S
Fragmentos culturais
30.03. 2013
Copyright © 2013-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

Licença Creative Commons


*Referências:
Excertos de poemas in Nuno Júdice, Cartografia de Emoções, 
Publicações Dom Quixote, 2001