Mostrar mensagens com a etiqueta Agnès Varda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agnès Varda. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Agnès Varda & o Festival de Cinema de Cannes 2019 ! Hommage






Agnès Varda
Affiche officielle
72e Festival International du Film de Cannes


Tout en haut
en équilibre.
Juchée sur un technicien impassible
Accrochée à une caméra qui paraît l'absorber.
Une jeune femme de 26 ans tourne son premier film.


E o primeiro filme de Agnès Varda, precursora da "Nouvelle Vague" francesa, foi
La Pointe Courte. Começou assim a sua carreira de cineasta em 1955. 

A realizadora belga, radicada em França desde a sua juventude, morreu no passado mês de Março. Esta a homenagem de um dos mais lendários festivais de cinema de culto. Festival de Cannes 2019. E um pouco a minha.

Varda gostava, de forma vibrante, das palavras, das imagens e das pessoas. Anunciou a nova vaga do cinema francês quatro anos antes de Os 400 Golpes, de  François Truffaut, cinco anos antes de O Acossado, de Jean-Luc Godard.





La Pointe Courte
Agnès Varda, 1955





Agnès Varda [1928-2019]
crédits: Didier Doussin

Sete anos mais tarde, subia a escadaria do Palais du Festival de Cannes, 1962, para apresentar a sua segunda longa metragem, Cléo de 5 à 7.

Pioneira do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, destacou-se, poucos anos depois da sua estreia com este filme que teve como título em português, Duas Horas na Vida de uma Mulher. Sempre estranhas, algumas traduções.






Em 1985, venceu o Leão de Ouro em Veneza por Sans Toi Ni Loin, cinco anos antes da morte do seu marido, Jacques Demy, também realizador.




Agnes Varda & Jacques Demy
Les Plages d'Agnès vence o César de Melhor Documentário em 2009, oito anos depois de ser distinguida com um Prémio Honorário na Cerimónia do Melhor Cinema Francês. 






Les Plages d'Agnès
Agnès Varda, 2008


O filme apresentado em Serralves, 2009, durante a 10ª Mostra do Cinema Francês, teve o cariz de homenagem à cineasta, numa Conversa no Auditório. Contou com a presença especial de Manoel de Oliveira.





The beaches of Agnès
Agnès Varda, 2008

Em 2018, a Academia de Hollywood atribuiu-lhe o Oscar Honorary Award, no mesmo ano em que foi nomeada pela primeira vez para essa distinção, com Olhares Lugares/ Faces Places. A sua obra estende-se por mais de 35 filmes.







Visages Places & J.R.
Agnès Varda, 2017


O documentário Olhares Lugares/Visages Villages em colaboração com o artista francês JR, é um encontro de duas artes, percorrendo as pequenas aldeias francesas, conversando com os habitantes locais, aprendendo suas histórias e produzindo retratos épicos em casas, celeiros, lojas e comboios.






Visages, villages, tribulation poétique sur les routes de France de la réalisatrice Agnès Varda et de l'artiste JR, a remporté l'Oeil d'or du meilleur documentaire au Festival de Cannes, à la veille du palmarès." (mars 2017)

"Le jury a été (...) touché au coeur par ce film qui conte la considération de l'Autre à travers l'art", 

Sandrine Bonnaire, présidente, actrice française 

Dans ce documentaire présenté hors compétition, le tandem sillonne les routes de France à bord d'un camion photographique, allant à la rencontre d'habitants de villages délaissés.





Varda par Agnès
Agnès Varda, 2019

Em Fevereiro de 2019, no Festival de Berlim, apresentou Varda par Agnès, derradeira prova das inesgotáveis vidas de uma fotógrafa, da cineasta que inventou a sua nouvelle vague, uma das poucas mulheres que se destacou num universo e num meio masculinos - anos 60 do cinema francês. 







Visages Villages (2017) foi assim o seu penúltimo filme. Varda par Agnès, apresentado na Berlinale 2019, foi o seu último filme. Transmitido como documentário na televisão francesa. Não sei se passará pelas salas de cinema.





Agnès Varda durante a Cerimónia Câmara Award 
69th Berlinale International
créditos: Getty Images
via Times

Nasceu em Bruxelas no dia 30 de Maio de 1928, filha de pai grego e mãe francesa. Mudou-se para Paris para estudar fotografia. Fez-se cineasta e vanguardista da Nouvelle Vague do cinema francês.




Agnès Varda directs La Pointe Courte, 1954


O site oficial dos Academy Awards faz-lhe uma bela homenagem Agnes Varda que aconselho vivamente, se quer conhecer melhor a cineasta. 

Também o Festival Internacional du Film de Cannes a homenageia em Agnès Varda nous a quitté.

É com a bela imagem de Agnès Varda, aos 26 anos, que hoje foi anunciado o poster oficial da 72ª Cerimónia do Festival de Cannes 2019.


"Je ne suis pas une femme cinéaste. Je suis une cinéaste."


Agnès Varda



G-S


Fragmentos Culturais


15.04.2019

Copyright © 2019-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com® 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

10ª Mostra Cinema Francês no Porto : Agnès Varda







Agnès Varda
Fundação de Serralves




Cartaz Festa Cinema Francês
https://www.festadocinemafrances.com

Está a decorrer desde anteontem, dia 20 de Outubro, a 10ª Festa do Cinema Francês que irá continuar até ao próximo dia 29 de Outubro, na Fundação de Serralves e nas salas Cidade do Porto, com a exibição de dezanove filmes, alguns dos quais não passarão, como sempre, pelo circuito comercial.






Agnès Varda
crédits: Rosallie Varda
https://highmuseum.wordpress.com

Though women played a major role as muses to the French New Wave of the 1960s (think Jean Moreau, Anna Karina, and Catherine Deneuve), Agnes Varda was the only female director in that influential movement. She began her career as a still photographer, taking family photos in a Paris department store to support herself. When she felt the need to add words to her images, she turned to filmmaking.

Linda Dubler

O programa do festival foi apresentado na quinta-feira da semana passada, no Instituto Franco-Português, onde os organizadores revelaram que a cineasta belga Agnès Varda, estaria em Lisboa para um ciclo com todas as suas curtas-metragens. Já Agnès Jaoui marcaria presença na abertura do evento com o filme Parlez-moi de la pluie, avançou a agência Lusa. 






Les plages d'Agnès
Agnès Varda


Ontem, precisamente, foi exibido em Serralves, o último filme de Agnès Varda, Les Plages d'Agnès, filme autobiográfico, visualmente arrebatador, segundo o que li. Este filme passou, fora de competição, na 65ª Edição Festival de Veneza 2008.

"O mar, motivo central da sua obra, desde o  primeiro filme, encenado em Bord de Mer - praia de areia, e vídeo, interrogando a relação entre o real e a imagem…"


Agnès Varda, a realizadora belga de 81 anos foi homenageada em Serralves, numa Conversa no Auditório de Serralves, que contou com a presença especial de Manoel de Oliveira.









Como perdi o filme, por questões pessoais, deixo as impressões de Linda Dubler:

"The elfin Varda, now 81, introduces herself as a someone acting the role of a pleasingly plump old lady, a sly way of letting us know that fantasy and embellishment count as much as documentary truth in her playbook. Standing on the shore with the waves pounding behind her, Varda tells us that she believes that people hold landscapes inside themselves. “If we opened me up we’d find beaches,” she says. Surrounding her are myriad production assistants, setting up mirrors in the sand. These mirrors capture the water (fluid and changing as memory) and announce the introspective, reflective, and fragmented form that her film will take".

High Museum of Arts:Films





Agnès Varda
Fundação de Serralves
Também ontem, pelas 18h30, a cineasta belga inaugurou a sua Exposição "Agnès Varda - Duas vídeo-instalações", na Capela da Casa de Serralves. Aí poderá ser visitada de 21 de Outubro a 29 Novembro 2009. Toda a programação de Serralves dedicada a Vardas.





Le Plaisir de Chanter
Ilan Duran Cohen

A Mostra continuará com obras o drama "Clèo de 5 à 7", de Agnès Varda, a comédia de espionagem "Le Plaisir de Chanter" de Ilan Duran Cohen, "Le Bal des Actrices" de Maïwenn Le Besco, e ainda o drama histórico "Eden à L'ouest" de Costa-Gavras.

O primeiro já vi faz algum tempo. Gostaria de rever
Costa-Gravas, um autor que conheço de filmes anteriores. 
Destaco ainda a antestreia do documentário "Ne change rien"», de Pedro Costa, centrado na actriz e cantora francesa Jean Balibar.

Adoro cinema francês. E não é muito frequente vermos bons filmes em língua francesa no circuito comercial. Daí este tipo de eventos serem muito bem vindos.


G-S

Fragmentos Culturais


22.10.2009

Copyright © 2009-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®