Monday, April 30, 2012

Dia Internacional do Jazz 2012





"Jazz has been a force for positive social transformation throughout its history, and it remains so today. This is why UNESCO created International Jazz Day."

Irina Bokova, mensagem

Pela primeira vez, a UNESCO e o mundo celebraram hoje, dia 30 Abril 2012 o Dia Mundial do Jazz. Um estilo de música, segundo palavras da Directora Geral da UNESCO, que pode "derrubar barreiras e simboliza a paz".

Em Novembro 2011, durante a Conferência Geral da UNESCO, a comunidade internacional proclamou 30 Abril como International Jazz Day.



Herbie Hancock UNESCO UNESCO Goodwill Ambassador

Por proposta do músico Herbie Hancock, embaixador da boa vontade da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)  decretou assim 30 de Abril como o Dia Internacional do Jazz 



Irina Bokova & Herbie Hancock

"Por ter as suas raízes na escravatura, esta música fez crescer uma voz apaixonada contra todas as formas de opressão. Fala a linguagem da liberdade que é compreendida por todas as culturas. São também estes os objectivos que guiam a UNESCO nos seus esforços de construir pontes dialogantes entre todas as culturas e sociedades"



Dee Dee Bridgewater
UNESCO Paris

Apesar das celebrações serem oficialmente a 30 Abril, na passada sexta-ferira 27 Abril, realizaram-se em Paris (sede da UNESCO) várias iniciativas em que  participaram, entre outros, Herbie Hancock, Barbara Hendricks e Wynton Marsalis.

O programa na UNESCO HQ incluíu "open master classes" com músicos de  renome do jazz internacional, "scat improvisational classes" para jovens estudantes, concertos, conferências, debates, e um grande concerto no final do dia.






Hoje, Herbie Hancock deu um concerto no Congo Square, Nova Orleães, cidade considerada um dos berços do jazz. 

Na sede das Nações Unidas, ao final do dia, estiveram em concerto live stream Dee Dee Bridgewater, Diane Reeves, Esperanza Spalding, Angelique Kidjo, e muitos outros nomes do jazz. O evento foi apresentado por Morgan Freedom, Robert DeNiro, Quincy Jones e Michael Douglas.

Em Portugal, houve certamente várias iniciativas por todo o país, assinalando o primeiro Dia Internacional do Jazz, já que somos um país com enormes referências na música de jazz, e músicos de incontestável valor. 

 
Mas o evento teve uma maior representação em Lisboa, especialmente a cargo do Hot Clube Portugal que propôs uma maratona de jazz das 13:00 às 22:00 horas, em vários sítios da cidade. 
No Porto, o evento quase passou despercebido, o que me espanta, dado haver escolas conceituadas de jazz e uma grande tradição de concertos de jazz.
Assim, só o Tribeca Jazz Club organizou uma "jam session" com músicos habituais que passaram pelo clube ao longo do ano.
Também Jazz Stew, o alter-ego do 'DJ' Paulo Santos Rodrigo animou dois espaços públicos, no sábado dia 28, passando swing e funk, durante a tarde, no centro comercial Península e à noite no Café Au Lait.

Mas! E a Casa da Música? Deixar passar uma data tão marcante sem um único concerto dedicado ao Jazz!

 


Foi com muita alegria que voltei ao meu espaço de amplos prazeres culturais, já liberta da maledicência de um hacker

E logo para falar de jazz! Uma das minhas paixões! Um pouco tardiamente, é certo, mas o importante é mesmo assinalar.

Como compreendem, também me inibi de visitar os espaços amigos, para evitar qualquer spam ou contaminação.


Amanhã, recomeçarei a responder aos amistosos comentários aqui deixados pelos mais fiéis leitores a quem agradeço, muito sensibilizada, o apoio ao longo de quase duas semanas de silêncios.

 
"It speaks a language of freedom that is meaningful to all cultures. (...) Jazz connects people, cultures and the world. This is our message."

Irina Bokova, Director General Unesco

 
G-S

Fragmentos Culturais
30.04.2012
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Licença Creative Commons

14 comments:

mfc said...

Deste-me uma novidade que me alegrou imenso!
Um género musical que merecia este reconhecimento!!
Beijos,

Rafeiro Perfumado said...

Jazz e eu não combinamos. A culpa não é dele, é minha!

aflores said...

Eu sempre disse que o Jazz é como a comida chinesa :o) ... na primeira vez tem sempre que ser com alguém experiente e conhecedor.
Depois é a descoberta fantástica de momentos inesquecíveis.

:)

Bem vinda, sempre!

Tudo de bom.

(já vi os filmes todos do post anterior, voltando ao cinema, e ADOREI!)

Daniel Cândido da Silva said...

Tal como a ópera também o jazz se aprende a ouvir. Gosto de Chat Baker e de um outro nome (dos primeiros) que nao me recordo, e é tudo. DE resto, também gosto muito do saxofone...

UM beijo

heretico said...

boas causa as tuas. sempre...
e as tuas escolhas musicais.

adorei ouvir. aqui...

beijo

vitor cunha said...

Ouvir jazz leva-me para além do tempo.Ele não é triste nem alegre apenas pede concentração para quem ouve e improvisação para quem executa.
As suas raízes constituem o fundamento do conceito de igualdade e dos demais direitos do homem.

Sejas bem vinda. Um beijinho.

ritix said...

E em Faro foi uma comemoração memorável com Andalucia BigBand, dirigida pelo Maestro Zé Eduardo e ainda Maria João, Mário Laginha, Viviane, João Frade, Fátima Serro Paulo Gomes e ainda as bandas Mini Jazz e Fried Neuronium
http://youtu.be/2JB42YUh2ZY

Fragmentos Culturais said...

Ora ainda bem 'mfc'! Também eu fiquei muito satisfeita.

Já era tempo de dar o devido reconhecimento à música Jazz!

Um beijo

Fragmentos Culturais said...

... pois deve ser, 'Rafeiro' :)

Foi bom ler-te de novo em 'fragmentos'!

Fragmentos Culturais said...

... não conhecia essa comparação 'aflores' ;)

Sem dúvida que a descoberta da música jazz é uma aventura que se perpetua em nós com incomparáveis momentos.

Muito obrigada pelas palavras afectuosas... depois de uma pausa forçada.

E suponho que nem tudo ainda voltou ao normal :(
Enfim, as acções ficam com quem as desencadeiam...

Tu de bom, 'aflores'!
(tirando o Daniel, só tu deste feed-back dos filmes do post 'cinema')

Fragmentos Culturais said...

Sim, talvez... mas, depois há a sensibilidade. Uns sentem, outros ouvem. E não é todo o jazz que gosto|sinto. E se não sinto, não oiço.

Adoro jazz! Quanto a ópera, nem tudo me agrada ouvir porque não sinto!

Chet Baker, Ben Webster, a lista seria intemporal...

Saxofone baixo, o melhor? Ben Webster! Hoje há poucos. Quase todos tenor ou alto!

E adoro jazz cantado, muito!

Um beijo, Daniel

Fragmentos Culturais said...

Cada um de nós tem a suas causas...

As escolhas musicais, por vezes cruzam-se. Fico feliz!

Bom ler-te, 'Herético'!

Um beijo

Fragmentos Culturais said...

Sim, Vítor, ouvir jazz leva-nos a espaços singulares. Os que tocam de perto a nossa mais íntima sensibilidade.

As raízes são profundamente humanistas: o direito à igualdade, como bem referiste, foi uma das causas que fez a UNESCO considerar o jazz uma força positiva na união de culturas, entre outras.

Muito obrigada pelas tuas boas-vindas! É muito gratificante saber que se fizeram amizades... por aqui.

Eu também fiquei muito contente por te ler, de novo, em 'fragmentos'.

Um beijo

Fragmentos Culturais said...

'Ritix', muito obrigada pelo link deixado sobre a celebração do 'Dia Internacional de Jazz', em Faro!

Gostei imenso de ouvir! Uma celebração de louvar!

A cultura dever ser mesmo isso! A descentralização e a aproximação ao(s) público(s) mais diversificados.

Foi um prazer! Volte sempre que possa ou queira!
'Fragmentos' é um espaço de partilha, e de conversa amena em registo digital.