Friday, December 31, 2010

Um Novo Ano




Brighton, England 
                        Fotografia:Glyn Kirk/ AFP/ Getty Images 2010 Brighton, southern England on December 3, 2010

«É de onde um bater de asas celeste se ouve
que tudo começa...»

Nuno JúdiceAngelus
Cartografia de Emoções, Dom Quixote, 2001


A natureza segue suas próprias regras: desta maneira, você tem que estar preparado para súbitas mudanças do outono, o gelo escorregadio no inverno, as tentações das flores na primavera, a sede e as chuvas de verão. Em cada uma destas estações, aproveite o que há de melhor, e não reclame das suas características.

Faça do seu caminho um espelho de si mesmo: não se deixe de maneira nenhuma influenciar pela maneira como os outros cuidam de seus caminhos.

Você tem sua alma para escutar, e os pássaros para contar o que sua alma está dizendo. Que suas histórias sejam belas e agradem tudo que está a sua volta. Sobretudo, que as histórias que sua alma conta durante a jornada sejam refletidas em cada segundo de percurso.
Ame seu caminho: sem isso, nada faz sentido.


Paulo Coelho, Manual de Conservar Caminhos IV
(26.12.2010)


Bom Ano 2011!!

G-S

Fragmentos Culturais
31.12.2010
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* Norah Jones e Willie Nelson, tema do último álbum Featuring 

Tuesday, December 28, 2010

Hans Rosling, 200 anos, 200 países... em 4 minutos




E porque se aproxima o final de mais um ano, não resisto a divulgar este vídeo  The Joy of Stats,  transmitido no programa BBC Four's. Um vídeo cativante, animado por Hans Rosling, Professor de Saúde Internacional, no Karolinska Instituet, Suécia.  

Este estatista sueco, conhecido por 'data visionary' apresenta 200 anos de dados estatísticos num painel de visualização da realidade aumentada, bem ao estilo da série CSI, e percorre a história do desenvolvimento da economia e da saúde em 200 países ao longo de 200 anos... apenas em quatro minutos. 

Fantástico, não acham?


G-S


Fragmentos Culturais (formato Web 2.0)
28.12.2010

Thursday, December 23, 2010

Tempos de serenidade






créditos: Bernadett Szabo/ Reuters (Hungria)


Tempo de Luzes

É um tempo coado
   de azevinho.
Com odores de doce

   e de memória

O colo da mãe
 em desalinho.
A cor da ternura

   na demora

É um tempo de luzes
   e de linho.
Com sussurros

de cristal de romã

Lonjura que nos traz
 o som de um sino.
Onde o sonho se mistura

   com a manhã


Maria Teresa Horta
Natal 2009

Poema lindo! Uma mão amiga enviou-mo na sua mensagem de Natal. E nada melhor do que juntar Coldplay  no tema Christmas Lights.







A essência das coisas se mistura na essência do sentir. E o ser se identifica com o que lhe traz serenidade na partitura da vida!

Para todos, votos de sereno Natal, num ambiente de universal espiritualidade.


G-S

Fragmentos Culturais
23.12.10
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Sunday, December 19, 2010

Herbie Hancock: Imagine Project



Herbie Hancock na Casa da Música*

Tem-me sido difícil escrever. Já não pelos afazeres, mas pela falta de disponibilidade interior. Natal não é forçosamente uma época de grande extroversão. Seria, no entanto, lamentável deixar de falar de alguns concertos a que tenho assistido, na tal rota contra a corrente de confusões. 


Poucos dias antes de tocar no concerto da cerimónia de entrega do 'Nobel da Paz' em Oslo, Herbie Hancock esteve em Portugal para apresentar o seu último projecto "The Imagine Project". Uma homenagem a um dos maiores compositores que passeou o mundo, o lendário John Lennon. O objectivo era o de "passar uma mensagem de paz através da música". O mote foi dado pelo hino de paz Imagine de Lennon.


"É uma proposta de paz global."
Herbie Hancock


O multipremiado pianista e compositor que fez 70 anos (ninguém diria ao vê-lo em palco) em Abril, veio à Casa da Música, no passado dia 8. Tive o privilégio de estar presente, nessa noite simbólica! Assinalavam-se 30 anos da morte de John Lennon, o músico que o inspirou neste recente projecto musical.


Antigo membro do grupo de Miles Davis Hancock é tido como um dos talentosos pioneiros na integração do funk, soul, hip-hop e sintetizadores (música electrónica) no jazz.



O pianista veio acompanhado por um grupo de excelentes músicos: James Genus (baixo), Trevor Laurence Jr (bateria), Greg Phillinganes (teclas), Lionel Loueke (guitarra), e Kristina Train (voz e violino). 

Partindo de John Lennon como principal referência, os músicos em palco procuraram através da música, propagar os princípios de paz global, salientando que é fundamental a união do mundo, algo que depois da abertura do concerto, o próprio Hancock destacou, num dos momentos em que se dirigiu ao público. Claro que todos fizemos questão de demonstrar o apreço por esse  seu esforço. A música é ainda um meio que pode unir o mundo.

Este trabalho reúne artistas das mais diversas zonas do globo e de distintos estilos musicais, num projecto que visa a cooperação e a paz. É óbvio que não puderam estar presentes no palco da Casa da Música.



Ao longo do concerto, intenso, brilhante, foram interpretados e reinventados temas  célebres, como 'Imagine', 'Don't give up', 'Times are a changing' e outros.


Não, não vou dizer que a interpretação de Kristina Train no tema 'Don't give up' de Kate Bush (inolvidável e precursora) e Peter Gabriel me convenceu. 
Kate Bush Bush é uma das maiores referências musicais do séc. XX. Impossível reinventá-la! Ela fez tudo o que era possível fazer quanto a criatividade! Uma imensa admiração eu tenho!


E 'Imagine'! Todos conhecem a minha devoção por Lennon e por 'Imagine'! É uma das minhas composições favoritas! 


Não quero com  isto dizer que estes dois temas devam ser intocáveis, mas neste registo apresentado na Casa da Música, não! Já não digo o mesmo das abordagens no projecto original. 


No entanto, os momentos musicais de improviso multiplicaram-se, e a extraordinária qualidade dos músicos que acompanharam Herbie ao longo do concerto foi por demais evidente. 


Excelentes! Neles incluo Kristina Train, cantora e violinista convidada nesta digressão,  mas o músico que claramente se destacou, foi Greg Phillinganes (teclas)! Além de bom músico, demonstrou formar uma dupla especial com Hancock, quase a sua extensão, pela forma como assumiu a liderança em palco e como criou empatia com a plateia. Ah! E o melhor estava para vir! Philinganes reservava um outro talento... Phillinganes sabe cantar e cantou lindamente!





À medida que foi decorrendo, o concerto foi ganhando intensidade, e o  público mais solto, entregou-se por inteiro às sonoridades de Herbie e do seus músicos. Sim porque não se ouviu só jazz! O estilo electrónico, a pop, músicas do mundo fizeram-se ouvir com exuberância. The Imagine Project é um trabalho colaborativo e multi-cultural. Músicos de onze nacionalidades!


Mas a tecnologia faz milagres! E os malianos Tinariwen juntaram suas vozes aos músicos em palco.


Herbie Hancock conseguiu recriar na Casa da Música um ambiente repleto de  multifacetadas sonoridades a que todos os presentes na sala Suggia tiveram o  imenso prazer de assistir e de aplaudir, de pé, quase no final, após duas horas e muito, de completa fusão e genialidade musical.




No final, os músicos saudaram o público com um encore! E depois deste, eis que arrancaram com Rockit, um dos seus grandes clássicos, mais ligado ao hip-hop e electrónica. Melhor som para breakdance, não há! Aí, toda a sala de pé (camarote e coro inclusivé) completamente electrizada, viu Herbie Hancock e os seus músicos a dançar!E acompanhou-os! Momentos intensos e coloridos que só se fruem num concerto ao vivo.



"Os músicos são pessoas e vivemos no mundo, devemos e estar atentos ao que se passa à nossa volta, não fingir que não vemos". 

Herbie Hancock

Herbie Hancock entregou-se a um dos mais ambiciosos desafios da sua longa carreira. The Imagine Project reúne artistas dos mais diversos quadrantes, preserva a identidade musical de todos os participantes e foi gravado em 7 países. 

O que uniu a Herbie os Tinarwen, a brasileira Céu, os irlandeses The Chieftains, Dave Mathews, Anouska Shankar, Seal, a irreverente Pink, Juanes, a inimitável Chaka Khan e o jovem James Morrison? Um esforço comum pela paz, tolerância e respeito pelo planeta.

O álbum valeu-lhe a distinção de ser o segundo músico de jazz a vencer o 'Grammy' para Álbum do Ano. O primeiro foi Stan Getz (1965) quando se juntou a João Gilberto no LP 'Getz/Gilberto' (1964).

Bem, depois de algumas hesitações, entre dois temas, decido-me por 'Don't give up', reinventado por Pink e John Legends. Fabulosos!



"The Imagine Project is a 21st century Love-In, complete with psychedelia (Dave Matthews singing The Beatles' "Tomorrow Never Knows") and some groovy, good-time peace and love (singer Susan Tedeschi and slide guitarist Derek Trucks, stretching out on "Space Captain," made famous by Joe Cocker). Peter Gabriel's gentle "Don't Give Up" retains its writer's world interests in a duet partnering pop megastar Pink and R&B singer John Legend, but with some tasty contributions from guitarist Jeff Beck."


G-S

Fragmentos Culturais

19.12.10
Copyright © 2010-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

Créditos: Fotografias de 'Tribo da Luz'

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Saturday, December 18, 2010

Um Natal na era digital






Eis a História da Natividade contada na era das Redes Sociais, a web e o mobile!

O Natal através do Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia,  Google Maps, GMail, Foursquare, Amazon...


Bom! Já quase todos devem visto, mas foi criado por uma empresa portuguesa! E numa época de cepticismo nacional, haja bom humor!

Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo! 


G-S


Fragmentos Culturais (formato web 2.0)
18.12.10


Créditos: http://www.excentric.pt

Wednesday, December 15, 2010

Fragments : Marylin Monroe




Fragments, poems intimate notes & poems
Marylin Monroe

Marilyn já era um mito em vida! A sua morte prematura alimentou ainda mais esse mistério.

O livro Fragments, poems, intimate letters, letterslançado em Outubro pela  Farrar, Straus and Giroux, reúne uma colecção de escritos inéditos da estrela americana Marilyn Monroe. Guardados durante 48 anos pela viúva do director Lee Strasbergc: documentos, manuscritos, fotos, inéditos que preenchem 272 páginas.



Turquoise Marylin Monroe
Andy Warhol (1962)

Andy Warhol pintou várias versões de Marilyn Monroe, usando diferentes cores, tamanhos, e formatos. Baseou-se numa fotografia do último filme de Marylin e criou-o depois da morte da actriz, no mesmo ano. 

O, Time
Be Kind
Help this weary being
To forget what is sad to remember
Loose my loneliness,
Ease my mind,
While you eat my flesh.

Marylin Monroe (poetry)

Pergunto-me se estaria na vontade da actriz que esses documentos fossem divulgados...





Questões morais que poderiam ser levantadas.

G-S

Fragmentos Culturais

15.12.10
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Tuesday, December 14, 2010

Sunday, December 12, 2010

Sugestões de cinema em dias de confusão


Eu detesto a confusão de centros comerciais! E então em tempo de compras natalícias... por falar nisso, assim de rompante, não se nota que se vive em tempo de crise! É que para se chegar a uma sala de cinema, todas situadas em centros comerciais, as filas são imensas e tão stressantes! Dá a impressão que se as pessoas chegarem cinco minutos mais tarde, já tudo se esgotou na lojas.






Mas voltemos à temática que me inspira a escrever esta noite! O cinema

Pois estes dois sábados, final de tarde, grande alívio nas salas, pouca gente, nada de pipocas! Hum! Assim, dá gosto ir ao cinema. É verdadeiramente um momento relaxante!

Dizia eu, melhor, escrevia eu, que neste intervalo de oito dias vi dois filmes que aconselho vivamente! 





Imparável | Unstoppable

Unstoppable, Imparável, um filme de suspense de tirar o fôlego, realizado por Tony Scott com interpretação fabulosa de Denzel Washington, (não deixe de ver o vídeo), duas vezes vencedor dos Oscars, numa corrida contra o tempo, contando com a ajuda de Chris Pine. Imparável narra o acontecimento de um comboio carregado de materiais tóxicos que se não for parado, irá arrasar uma cidade.


Actualizações e comentários no Facebook e também no Twitter.



http://www.fairgame-movie.com/

Fair Game é um thriller de acção de 2010. Filme realizado por Doug Liman que conta com excelentes interpretações de Naomi Watts e Sean Penn, um dos meus actores favoritos. Baseado na autobiografia de uma agente secreta da CIA "Valerie Plame's memoir Fair Game: My Life as a Spy, My Betrayal by the White House"

Naomi Watts interpreta o papel de Valerie Plame, num drama fascinante inspirado na vida real desta agente secreta, quando a sua carreira é destruída e a sua identidade exposta, depois de seu marido, o diplomata Joseph Wilson, Sean Penn,  ter escrito um editorial para o New Yor Times revelando algumas verdades inconvenientes. Conta ainda com o actor e realizador Sam Shepard.

Encontrarão todas as actualizações no Facebook



Fair Game/ Sean Penn & Naomi Watts

Presente em vários festivais de cinema. Fez parte da selecção oficial para a a Palme d'Or do 2010 Cannes Film Festival, teve uma apresentação especial no "Chicago International Film Festival 2010", encerrou o "Afi DC Labor Filmfest 2010" (aqui poderão ver um testemunho do casal), foi vencedor no "Mill Valley Film Festival 2010". Também vencedor do "National Board of Review Freedom of Expression". Um palmarés de fazer inveja! Mas bem merecido. 




Fair Game/ Naomi Watts & Sean Penn

"Strongly written, smartly directed, and forcefully acted"


Há quem afirme que Valerie Plame é combativa e irreverente, uma mulher muito forte, carismática e que a interpretação de Naomi Watts não consegue captar toda essa essência. 

No me que concerne, mesmo antes de ler esta crítica feita a Watts, senti Sean Penn muito mais convincente na sua interpretação do embaixador John Wilson







Dois excelentes filmes baseados em factos verídicos! Espero que possam ser duas aliciantes propostas para quem pretende fugir à onda consumista que está a percorrer alguns espaços deste país.

G-S

Fragmentos Culturais

12.12.10
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