Monday, October 28, 2013

Tributo a Lou Reed




Lou Reed em concerto | Lisboa 2008
http://blitz.sapo.pt/

“I have never thought of music as a challenge - you always figure the audience is at least as smart as you are,” (...) “You do this because you like it, you think what you’re making is beautiful. And if you think it’s beautiful, maybe they think it’s beautiful.”

Lou Reed


Lou Reed em concerto | Lisboa 2008



Lou Reed em concerto | Lisboa 2008

Quando um ser se afasta, não gosto de o relembrar nos difíceis momentos. Prefiro guardar a memória poética dos tempos doces.

Opto então por alguns desses momentos recentes da vida de Lou Reed

Segui com muita atenção as notícias da sua participação no Lisbon & Estoril Film Festival 2010 para uma masterclass e para falar e divulgar uma nova faceta: a fotografia urbana numa exposição que denominou 'Romanticism'.


Loud Reed | Lisbon & Estoril Film Festival 2010
foto: Patrícia de Mello Moreira | AFP/ Getty Images



Lou Reed & Laurie Andersen (sua mulher)
photo: AFP/ Greg Wood

"These are really terribly rough times, and we really should try to be as nice to each other as possible."

Lou Reed

Esta a fotogaleria tributo a Lou Reed. Tudo o resto, poderão encontrar nos media nacionais e mundiais. As redes sociais também não páram com manifestações de pesar, respeito, e admiração.

"I always believed that I have something important to say and I said it."

Lou Reed

... walking on a Perfect Day, RIP Lou Reed.


G-S

28.10.2013
Copyright © 2013-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

Licença Creative Commons

Notas: Mantive as citações de Lou Reed em língua original para não alterar a autenticidade.

A última foto, seleccionei-a por Laurie Andersen - sua mulher, artista e compositora - ser a deusa do cantor dos ex-Blue Velvet. Sempre inspiradora até ao final:

“Eu precisava de uma deusa e ela é a minha deusa (...). Ela não sabia que estava a ser fotografada. É como uma flor”.

Lou Reed

Wednesday, October 16, 2013

Celebrando Agustina Bessa-Luís





Agustina Bessa-Luís
foto: sem referência

Hoje houve razões, mais uma vez, para celebrar Agustina! É que a escritora fez 91 anos. 

Não poderei escrever muito mais sobre este enorme vulto das Letras Portuguesas. Toda a minha enorme admiração e muita amizade tem ficado bem expressa em muitas das publicações em Fragmentos Culturais. São constantes as citações da sua vasta obra, já que é uma das escritoras que mais li e leio e por quem nutro enorme apreço.

Mas, destaco, com afecto o humilde e agradecido tributo em Memórias (vividas) com Agustina Bessa-Luís. E pelo mesmo motivo Benvindo de Carvalho - Configurações ou Feira do Livro "a ler o mar".

Devo alertar para o facto que se usa Google Chrome, encontrará um obstáculo de peso ao aceder ao primeiro post, publicado em Novembro 2007. 

Assusta qualquer um de nós, é certo. E, no entanto, ao aceder ao mesmousando Internet Explorer, nada de anormal se verifica.

Agustina deixou de editar em 2006, por motivos de saúde. A sua última obra foi A "Ronda da Noite" a que fiz referência em Memórias com Agustina.





Dicionário Imperfeito, 2008

Em 2008, a Guimarães Editores encetou a edição da Opera Omnia, uma colecção da obra da escritora de textos revistos. Aos dez títulos inicialmente disponíveis, juntou-se "Breviário do Brasil", país presente no espírito da autora desde a infância. Não podendo esquecer o Prémio Camões que lhe foi atribuido em 2004.


Kafkiana
Agustina Bessa Luís
Colecção Contemplações, 2012
Guimarães/ Babel

Mais recente, em termos de data de edição, podemos recuar a 2012, quando a Guimarães (Babel) editou a colecção "Contemplações": pequenos trabalhos da escritora, de natureza ensaística. Kafkiana marcou a estreia desta série, com a reunião de quatro textos com reflexões de natureza literária sobre a situação do homem kafkiano face ao mundo e a ele próprio. 




Cividade
Agustina Bessa Luís
Colecção Contemplações, 2012

No segundo volume da colecção, um conto assinado e datado de 9 de Junho 1951. Cividade, assim se chama, recebeu nesse ano o primeiro prémio de ficção nos "Jogos Florais do Minho", aos quais concorreu com o nome do marido, Alberto de Oliveira Luís.

Um enredo em que "Agustina chama um tempo e um cenário de infância", de quando passava férias na Quinta de Cavaleiros, perto da Póvoa de Varzim. 

Este imaginário, tão especial para a autora, vem a ser retomado em textos infantis e juvenis. Mais tarde no romance 'Antes do Degelo', segundo a editora.

Deixo assim, nesta celebração do seu 91º aniversário, o documentário "Agustina Bessa-Luís: Nasci adulta, morrerei criança".

Profecia ou premonição?




Videobiografia em que Agustina Bessa-Luís fala "da sua infância, das suas memórias, do "exílio" no Douro, das aventuras da sua juventude, do início da longa carreira como escritora e do amadurecimento da sua experiência."

Revela ainda a afinidade com o cinema, com a adaptação ao grande ecrã de algumas das suas obras por Manoel de Oliveira.





Agustina e Manoel de Oliveira
créditos: Autor não identificado

João Bénard da Costa, Manoel de Oliveira, Eduardo Prado Coelho, Inês Pedrosa, Pedro Mexia, Alberto Vaz da Silva, Laura Mónica Baldaque e Francisco Cunha Leão falam da sua relação com a escritora e contam episódios únicos, que vale a pena ouvir.

"Não temais pela minha sinceridade quando falo de mim, se vos disser que o melhor das minhas memórias são instantes e não horas nem dias"

Agustina Bessa-Luís, Instantes, Dicionário Imperfeito
Guimarães Editores, 2008

Parabéns Agustina! 

G-S

Fragmentos Culturais

15.10.2013
Copyright © 2013-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®

Monday, October 7, 2013

Lugares das Coisas



Pôr-do-sol sobre o Douro
foto: Augusto Peixoto

Ah! Agora sim, sinto! Cheira a Outono! Tons quentes, constrastes num azul, bem azul! Reparem nesta explosão de Outono! Implodiu-me em pleno olhar, ontem, no final de tarde. Outubro doce. Outono quente. Outono deslumbrante!

Pôr-do-sol sobre o Douro em direcção à Foz, deslizando até ao Atlântico. Segundo o autor, a foto foi captada anteontem, dia 4 Outubro.

Poderia ter sido ontem. Perfeitamente. Foi assim que a vi, ao atravessar a Ponte Arrábida, pela mesma hora, a exuberante panorâmica inundava-me o olhar, lá no horizonte! Espelhava-se na alma.

Abrandei. Todos os que circulavam, também. Retidos pela mágica do momento! 

Abri um pouco mais a janela. Queria respirar aquela brisa efervescente em tons de oiro e azul. Melhor, aspirei o verdadeiro perfume a Outono. 

O horizonte celeste, a passagem de um mundo terreno, fátuo, para o mundo das emoções. Sinestesias Raízes que alastram pelo espírito.

"Nem todos os que construíram as catedrais viram o mesmo. Uns ergueram torres e pináculos, à luz do sol e chegaram ao céu; (...) os que chegaram ao cimo receberam o olhar divino..."

Nuno Júdice, Luta de classes



Paris | Passerelle Léopold Senghor
célebre "ponte dos cadeados de amor"
foto: G-S

Voltei a Fragmentos. Sei que a maior parte dos meus amigos e leitores já não passam por aqui. Houve um tempo que senti necessidade de parar. E depois vieram as férias. Praia, sol quente, leituras à beira mar, finais de tarde, passeios, curta viagem.

Mas, não me sinto ainda desligada de Fragmentos Culturais. E há dias que me apetece voltar a casa. Esta casa virtual, que me acollhe, quando pretendo escrever.

Em férias, revisitei uma cidade que adoro - Paris - ah! Paris! Como é bom percorrer aqueles espaços, os quais do Sena, as pontes, museus, ruas, praças, avenidas. 
Relembrei aquele monólogo intimista do filme Midnight in Paris (Woody Allen). Como é assim!

Fiquei em casa de amigos, a escassos minutos de Paris, fugindo-se assim ao bulício da grande cidade.

Início de Setembro. Muitos turistas. Tempo quente, divino, muito convidativo para passear. Muitos aparelhos fotográficos, imensos ipads (que inveja!) sempre a disparar por onde quer que se andasse. 


Musée d'Orsay
Foto: G-S

A célebre Passerelle Léopold Senghor - onde se colocam cadeados de amor eterno - faz a ligação do Jardin des Tuileries aMusée d'Orsay, (um espaço preferido) onde pude rever as Colecções Permanentes. Place de la Concorde. Uma doce romagems à igreja La Madeleine, homenagem a minha mãe.



Cartaz Exposição 
Roy Lichtenstein

Um dia antes visitara o Centre Pompidou (saudade!), para ver a exposição de Roy Lichtenstein (Pop Art), a biblioteca.


E o Palais de Tokyo, numa perspectiva Palaisramafinal de tarde. À saída, uma pausa na esplanada exterior, espaço bem agradável, cheio aquela hora.Muito quente, Paris!

No primeiro dia o Petit Palais (Collections & Rubens et Van Dick). Pintura, escultura, porcelana, objectos de arte. 

Alguns concertos nocturnos em igrejas ou parques. Excelentes passeios. Ao final do dia quando nos metíamos no metropolitano para regressar a casa, estávamos exaustos. Mas, sentia-me leve, quase esquecida do país. 

Foi bom! Revisitar lugares traz sempre à memória fragmentos de vida que guardamos. Apesar de vivermos num mundo em que informação é uma constante, o nosso cérebro, desperta essas lembranças. E cada lugar, som, aroma, despoleta de imediato a nossa narrativa poética.

"o outono, com a sua melancolia, empresta um estranho
perfume de terra ao espírito."

Nuno Júdice, A construção do ser

G-S

Fragmentos Culturais

06.10.2013
Copyright © 2013-Fragmentos Culturais Blog, fragmentosculturais.blogspot.com®