sábado, 18 de abril de 2009

Borges repatriado !






Jorge Luís Borges


"Aguardo la muerte con esperanza (...) tengo miedo de ser inmortal".


Jorge Luís Borges, 1978


Depois de Edgar Poe, também Jorge Luís Borges sofre da ausência da palavra para expressar sua vontade final, quanto ao descanso de seu corpo!


A iniciativa de Lenz, apoiada pelo presidente da Sociedade Argentina de Escritores, e coleccionador da obra de BorgesAlejandro Váccaro - que mantém um aberto confronto com a viúva do escritor, desde há alguns anos -, sacudiu o mundo cultural argentino e provocou um intenso reboliço nos meios de comunicação.






José Luis Borges
credito retrato do peota: Alejandro Cabeza


Isto vem a propósito de uma notícia saída no jornal El Pais em 28 de Janeiro de 2009:

"Una diputada oficialista presentará un proyecto de ley para repatriar a Argentina los restos del escritor Jorge Luis Borges desde Ginebra, lo que ha desatado posiciones a favor y en contra, informaron hoy medios locales. Se trata de una iniciativa de la legisladora peronista María Beatriz Lenz, que planea ponerla a consideración del Parlamento a finales de este mes con el objetivo de que los restos de Borges sean repatriados en agosto próximo, cuando se cumplan 110 años del nacimiento del autor."


Existe efectivamente um curto filme datado de 1969, onde o autor de El Aleph afirma a sua vontade de ser enterrado junto dos seus, a uns metros de Evita Perón.


Trata-se de um documentário da televisão pública francesa, realizado pelo franco-espanhol José María Berzosa e por André Camp


Tem por título Le passé qui ne menace pas e está depositado nos arquivos do Instituto Nacional de Audiovisual de França. 


Posteriormente, Borges naturalizou-se suiço, e na Suiça viveu até à sua morte. A viúva Maria Kodama contesta esta posição e não admite que Borges seja repatriado.


Maria Kodama, declarou a uma estação de rádio porteña que, "en una democracia, ninguna persona de ningún partido puede disponer o intentar disponer del cuerpo de una persona, que es lo más sagrado, frente a otra que ha dado y sigue dando su vida por amor".








Jorge Luís Borges
crédito retrato : Jose luis Delgado Otero
pintor peruano
Não interessa se Borges ou Poe nasceram num país ou numa cidade, e morreram em outro país ou cidade! Se, pela sua obra e grande engenho, passaram a ser cidadãos universais, há que respeitar o que o destino lhes reservou e aqueles que dão voz às suas últimas vontades.


Podem até os próprios deixar, como legado, a sua vontade escrita. Respeite-se!


Segundo li, existe, a ser verdade, este argumento que Maria Kodama apresenta:


La carta dirigida por Jorge Luis Borges a la Agencia Efe en 1986, unas semanas antes de su muerte, es una prueba más de su deseo de descansar en Ginebra. (...)






Borges on Writing
Jorge Luis Borges, 1994


Disputar os restos mortais de um ser, um poeta, um escritor, só para ficar com a fama de possuir mais uma referência cultural, é obsceno, um atentado moral!

Os mortos são sagrados.


"El poder simbólico es el de la obra, no el del cuerpo de Borges"

María Kodama



G-S

Fragmentos literários


18.04.2009
actulizado 19.07.2025

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Meditação de Páscoa






Santa Maria del Sufraggio
Laura E. Roberto





credits: Filippo Monteforte | AFP | Getty Images





Abruzzo | Italy
Christophe Simon|AFP|Getty Images

https://boufosnews.files.wordpress.com/


Dobram sinos no céu da tua boca, quando rezas

de joelhos na cadeira que um velho esqueceu;

e do altar descem fios de sangue, santas tristezas,

(...)


Nuno Júdice, Ecce homo, Cartografia de Emoções,
Publicações Dom Quixote, 2001

 
G-S

Fragmentos em tons de mágoa, numa Páscoa desigual para Aquila

08.04.2009
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Maurice Jarre 1924-2009 : tributo a um dos maiores da música para cinema !






Maurice Jarre
Urso Honorário de Ouro - Prémio Carreira - Festival de Berlim 2009
créditos: Michael Gottschalk /AFP/Getty Images


"Without Maurice Jarre, who died last week at 84, who would David Lean's Lawrence of Arabia be? Peter O'Toole's deliquescent eyes, shimmering in the desert light, would have been little more than a silent mirage. Jarre's 1962 film score, which won an Academy Award, is a reminder that in the movies there is no character and no landscape unless there is a musical soundscape too."

Dennis McLellan, The New York Times, 2009

O compositor francês Maurice Jarre, de 84 anos, morreu hoje de madrugada em Los Angeles, no Estado norte-americano da Califórnia, anunciou o agente do seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando uma informação do site Purepeople.


A carreira de Maurice Jarre, nascido em 1924 em Lyon, no sudeste de França, começou nos anos 50, com a composição de música para filmes.






Lawrence of Arabia
David Lean, 1962


O êxito da banda sonora original de Lawrence of Arabia, em 1962, içou-o ao pódio de Hollywood e cimentou a sua colaboração com o realizador britânico David Lean, com quem formou igualmente equipa em Doctor Zhivago ou Doutor Jivago (1965) e A Passage to India  ou Passagem para a Índia (1984).


Pelas bandas sonoras destes três filmes, Maurice Jarre foi recompensado com três Oscar da Academia Cinematográfica norte-americana.





Maurice Jarre 
Oscar award
credits: AFP/ Getty Images

"Maurice Jarre, who won three Oscars – all for films by David Lean – was one of the last of the "silver-age" film composers, perhaps best known for scoring large-scale films but equally at home with more intimate fare."

John Riley, The Independent, 2009




Maurice Jarre
A Tribute to David Lean
DVD
"The music must give the film an added dimension. It must say things not seen on the screen or heard in the dialogue. This can be done without destroying the dramatic balance. It is not easy, of course, and we do not always succeed. But it is our goal."

Maurice Jarre, The Times, 1961


É difícil escolher entre filmes intemporais como estes de David Lean com bandas sonoras de Maurice Jarre! Todos me fascinaram!





Doctor Zhivago
David Lean, 1965





Doctor Zhivago
Boris Pasternak


Doctor Zhivago, adaptação do romance de Boris Pasternak, Prémio Nobel da Literatura 1958 ou Lawrence of Arabia, baseado na vida do T.E. Lawrence, um militar inglês que ficou conhecido pela Revolta Árabe, são clássicos imprescindíveis! Pela história, pela fotografia, pelas interpretações, e pelas bandas sonoras de Maurice Jarre.




T.E. Lawrence, 1919
credit: Wikimedia

A Passage to India, adaptação da obra com o mesmo nome, do escritor inglês E.M.Forster é de uma beleza absoluta, entre rotas impossíveis de olvidar - O Rio Ganges, os Montes Molibar, ou os Himalais - para chegar à Índia. 





A Passage to India
David Lean, 1984
soundtrack Maurice Jarre






A Paasage to India
E.M.Forster, 1924


Adaptação ao cinema de grandes obras literárias. Diferentes, mas não de dispares olhares.

Talvez o mais marcante tenha sido, para mim, Lauwrence of Arabia. Abriu fronteiras para paisagens míticas. O brilho inédito da aventura no deserto. O magnetismo que se desprendia da interpretação de Peter O'Toole no papel do oficial do Império Brtânico T.E Lawrence. O todo me fascionou





Peter O'Toole/ T.E. Lawrence
Lawrence of Arabia
via Britannica


Embora Doutor Jivago me deixe também muito muito balançada. Pelas paisagens, banda sonora, e as interpretações fabulosas de Julie Christie, Omar Sharif ou mesmo Geraldine Chaplin.







Ghost
Jerry Zucker, 1990
soundtrack Maurice Jarre

Mas há um filme especial que me ocou pela mística. Ghost com Patrick Swayze e Demi Moore. Sentires intimistas que a banda sonora de Maurice Jarre valorizou com aquele toque de sobrenaturalidade. Maurice Jarre obteve com este filme  uma nova nomeação de "Melhor Banda Sonora" 1990 nos Oscars desse ano.






Maurice Jarre
European Film Awards 2005

Marcus Brandt / Associated Press


Maurice Jarre compôs mais de 150 bandas sonoras de filmes de grandes realizadores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir para alèm de David Lean.

Impossível classificar o seu trabalho que é extraordinário ou tentar seleccionar uma entre tantas e tão maravilhosas bandas sonoras de íncrivel beleza melódica. Inovadoras, grandiosas, inspiradoras! 





Maurice Jarre The Emotion and the Strength 

Foi precursor na introdução de instrumentos étnicos, sobretudo a partir de Lawrence of Arabia. E de apontamentos musicais electrónicos.

"From the mystical overtones of "Ghost" to the primitive sounds of "Mad Max Beyond Thunderdome," to the Russian balalaikas in "Doctor Zhivago," composer Maurice Jarre always seemed to find the right signature for every film he scored. And unlike so many of today's thundering but essentially interchangeable big-orchestra-plus-electronics scores, the voice of a Maurice Jarre film was always uniquely his own."


Jon Burlingame







"One could say my life itself has been one long soundtrack. Music was my life, music brought me to life, and music is how I will be remembered long after I leave this life. When I die there will be a final waltz playing in my head and that only I can hear."

Maurice Jarre


G-S

Fragmentos Culturais

01.04.2009
actualizado 07.04.2024
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domingo, 22 de março de 2009

Primavera intimista !






créditos: Dan Logen






créditos: Spring Phtotography


O perfume do sonho envolvia-a, debaixo do docel de folhas da árvore, (...)

Luisa Dacosta
, O Perfume do Sonho, na Tarde

Ed. Asa, 2004



Ontem, cheirei a Primavera!
Saí já tarde, depois de ter passado a manhã enclausurada em salas de amplos tectos, sombrios espaços frios. O sol apenas batia nas janelas altas, de onde vislumbrava pedaços de azul por entre os ramos de uma magnólia profusamente pejada de flores brancas.

Sempre que levantava o olhar para respirar o ar que chegava em jeito de lufada fantasiada pela força do espaço austero e fechado, visivelmente pintava em meu olhar o mar... ali tão perto! Liberdade! Nostalgia! Azul!


Alguns cantos alegres de pássaros eclodiam em meus ouvidos! Aí me refugiava, distanciando-me do vozear em surdina como gralhas sem asas que se amontoavam em meu redor!

Finalmente poisei o olhar no claro e aberto firmamento! Passavam poucos minutos das três da tarde.
A luminosidade a que já me desabituara, depois de um inverno tão austero e gélido, bateu-me em cheio na alma! Calor?! Sol?! Cheiro a terra e flor?!
Parei! Como que para absorver aquela fragrância mescla de perfume de japoneiras, magnólias e grandes sebes verde-claro. E olhei o firmamento, azul -celeste, raiado de curtas nuvens. Corria uma neblina translúcida! Estava bela a tarde, sedutora, apetecível ao toque sereno e frágil de dedos de pétalas inundados de poesia.

Sorvi cada pedacinho de ar morno, cálido, em passo sereno, pausado,
aspirava com profundo e doce prazer aquela tarde que pairava à minha volta, tal flor perfumada e desperta pelo odor de ondas quentes em pequenas lufadas de aragem, em festa pudica e ritmo solto. Tudo ali ao alcance do olhar e do sentir! E pensei em ti!

Fica sentado aí onde estás, Poeta, e não mexas os lábios nem os braços (...) 

Sebastião da Gama
, Poesia, Serra-Mãe, 

Ática, 1996



G-S

(texto original)


Fragmentos Culturais no "Dia Mundial da Poesia"
21.03.2009

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terça-feira, 10 de março de 2009

O Leitor : o filme, o livro





The Reader 
Stephen Daldry, 2008
http://www.imdb.com/


"The Reader is not a story about redemption or forgiveness. It is about how my generation of Germans came to terms with what the generation before us had done. If you love someone who is guilty, do you become entangled in their guilty? And Can we choose who we love?"

Bernhard Schlink

Ultimamente, tenho falado muito de cinema! É um dos meus passatempos favoritos. Talvez busque na tela, a fuga de momentos,  e afazeres que me provocam instabilidade. Uma sala de cinema é um local tranquilo, regra geral.






The Reader 
Stephen Daldry, 2008

Depois de O Estranho Caso de Benjamin Button, Milk, fui ver O Leitor

Atraía-me descobrir como fora adaptada a obra literária. Não sendo um livro espesso no formato, é um livro de temática profunda. Um livro que se lê com interesse, quase de um fôlego, e uma temática que me fascina! Os livros. A leitura. E a História recente da II Guerra Mundial, como apoio histórico.

O realizador Stephen 
Daldry - The Hours e Billy Elliot - e os actores Ralph Fiennes e Kate Winslet, foram os restantes elementos convincentes. Motivos bastantes!






Michael & Hanna
 Kate Winslet & David Kross 
The Reader
 Stephen Daldry, 2008

Reconheço que O Leitor me seduziu inteiramente! Pela interpretação, pela história, pelos livros, pela música.

Quando falo de interpretação, não destaco apenas Kate Winslet. Destaco Ralph Fiennes! Gostei da interpretação de Kate Winslet, no papel de Hanna Schmitt. Admito com sinceridade. Mas Fiennes foi fabuloso. E Kate esteve à altura.

Era difícil com Ralph Fiennes a contracenar.






Michael/ Ralph Fiennes
The Reader 
Stephen Daldry, 2008

Fiennes prendeu-me desde início até final!
Seus gestos pausados, o olhar nostálgico, as expressões divagantes, interiorizadas de um ser que se entrega ao seu próprio mundo. 

E depois, aquela profunda dedicação! A mesma que sentimos quando alguém nos 'toca'... deixou-me sensibilizada, perdida em mim !


"O Leitor é uma bela história de amor, numa história de opostos, onde a leitura e os livros servem como um progresso na relação de uma mulher madura e simples e um jovem estudante. O argumento é um constatar de como podemos ver e sermos cegos ao mesmo tempo, como páginas e páginas carregadas de letras e expressões, podem ser brancas para os olhos de muitos. Uma história simples."

Tiago Ramos




Michael & Hanna
 Kate Winslet & David Kross 
 The Reader 
Stephen Daldry, 2008
https://www.imdb.com/

Quase me deixei intimidar nos primeiros vinte minutos! O livro não entra desse modo tão intenso! É bastante mais subtil, mais suave. Respirei fundo! E aguardei! O filme tinha que ser mais, já que o livro que lhe servira de argumento é mais, muito mais do que uma relação erótica entre uma mulher madura e um adolescente.



O Leitor
Bernhard Schlink
edições ASA

belos momentos descritivos de um erotismo sensível no livro, é certo! Mas a sequência da prosa é mais pausada, mais afectuosa.


Finalmente, a história apresentou-se! Para lá da história, a narrativa principal, as outras histórias. Como lidar com a vergonha, a culpa, a liberdade, a responsabilidade, o perdão.





Michael & Hanna
 Kate Winslet & David Kross 
 The Reader
Stephen Daldry, 2008 

No filme deparamo-nos com dois momentos bem distintos! No primeiro, assistimos à história do relacionamento sexual, que ultrapassamos, embora a primeira impressão seja forte, se estivermos atentos às personagens Michael e Hanna. E aí reside o encantamento do filme! E do livro.

No segundo, o conceito de culpa, de culpa e de perdão, do Holocausto, embora este não muito bem conseguido. Mas o livro não é uma tese histórica. Já o referi. É um livro leve, de leitura suave. Sem as ortodoxas pretensões literárias. Livro que toca em acontecimentos históricos mas que fala essencialmente de gestos intimistas. Fala de pessoas, de sentimentos, de inibições, de paixões, de mágoas, de expiação.




Hanna / Kate Winslet
 The Reader
Stephen Daldry, 2008

Um filme que pretende ser reflexivo. E consegue-o, em certa medida, se pertencermos aquele tipo de espectadores que gosta de tirar conclusões. Saímos a pensar.

O Leitor mereceu críticas divididas, mas na sua maioria de pendor positivo. Cativante.






Todd McCarthy, do Variety, disse que The Reader “foi feito com sensibilidade e é dramaticamente convincente, mas passa a impressão de uma experiência essencialmente cerebral”.

Rex Reed, New York Observer, descreveu-o como “obra-prima”.

Tom O’NeilLos Angeles Times, disse ser um “candidato sério em todas as categorias principais do Oscar”. Sem dúvida.





Michael | Ralph Fiennes
 The Reader
Stephen Daldry, 2008
https://www.imdb.com/

Apesar de toda a melancolia, do dramatismo final, dos múltiplos silêncios, acaba por ser um filme de esperança. E de grande beleza poética, se destacarmos o infindável gosto pela leitura.

A leitura em voz alta e o poder encantatório nela contido. Na singeleza dos instantes, entre as palavras e os silêncios, na fragilidade da história de cada um. O que lê. O que ouve.


O drama de alguém que não sabe ler, e que prefere a condenação a confessar a vergonha de não saber ler.


A ternura do outro, do que lê, preso a esse segredo, passando horas, dias, noites, depois de anos de desencontro, a gravar os livros que outrora lera, para enviar para Hanna, na prisão, num gesto de incontido carinho.






The Reader 
Stephen Daldry, 2008
https://www.imdb.com/

The Reader é a terceira longa-metragem do britânico Stephen Daldry.

Os seus filmes anteriores,
Billy Elliot (co-produção Inglaterra/França, 2000) e The Hours (EUA/Inglaterra, 2002), já lhe deram duas 
nomeações na categoria de 'Melhor Realizador'.

Vi os dois. Li o livro As Horas de Michael Cunningham. Vi depois o filme baseado no livro. Michael Cunningham, autor que aprecio muitoDois filmes marcantes, inesquecíveis. E livros imperdíveis.

Ainda hoje, dois filmes são de referência. Intemporais. As Horas, filme é baseado no romance de Michael Cunningham. 


A fotografia do filme é um dos pontos altos, tal como a perturbadora banda sonora. E nisso Daldry e a sua equipa são extremamente competentes.

Não esquecer que foi o último filme produzido por Anthony Minghella e Sidney Pollack, dois enormes vultos do cinema, recentemente desaparecidos.





The Reader
Bernhard Schlink


"The Reader is not a story about redemption or forgiveness. It is about how my generation of Germans came to terms with what the generation before us had done. If you love someone who is guilty, do you become entangled in their guilty? And Can we choose who we love?"


Bernhard Schlink


G-S

Fragmentos Culturais

11.03.2009
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domingo, 8 de março de 2009

Neste dia...





Dave Mckean

Na água clara parada
imagem clara das flores
com a morte no pé.


Katsura Nobuko


Haiku, O Japão no Feminino, Séculos XVII a XX

Para que este dia não esqueça as mulheres que, já morreram em Portugal, neste ano de 2009, vítimas de maus tratos, no silêncio dos seus olhos, angustiadamente sós.


Para elas, com mágoa profunda, She na versão muda de Elvis Costello








G-S

Fragmentos Culturais
 


08.03.09

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