Wednesday, June 30, 2010

Dia Mundial das Redes Sociais 2010







Celebra-se hoje o Dia Mundial das Redes Sociais. O evento mundial, criado este ano e promovido pelo site de referência e autoridade para informação web2.0 e redes sociais Mashable.com, acontece à escala global com mais de 481 encontros agendados e espalhados por mais de 85 países. Cada cidade terá o seu núcleo organizador, com conteúdos específicos alinhados pelos seus participantes.

Portugal faz parte dos mais de 90 países que se juntam nesta iniciativa. 

O Porto é a cidade onde vários bloggers se encontram numa conferência que vai ser seguida em directo através da Internet a partir das 18:30  no sítio com intervenções várias sobre o fenómeno das redes sociais.



G-S


Fragmentos Culturais
(formato web2.0)

30.06.2010
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fontes: http://tvnet.sapo.pt
www.web-marketing-tuga.com

Tuesday, June 29, 2010

Saint Exupéry teria hoje 110 anos





Saint-Exupéry's Doodle

Antoine de Saint Exupery teria 110 anos, hoje dia 29 de Junho. Google celebra com um doodle gracioso o aniversário do escritor e aviador francês.

Já pouco poderei acrescentar a tudo o que escrevi no post que dediquei a Saint-Exupéryem 6 Agosto 2009. Se entenderem por bem ler.



Manuscritos Saint Exupéry
Pilote de Guerre

O manuscrito dos últimos capítulos de Pilote de Guerre foi vendido em leilão no dia 15 Junho 2010 e adquirido por um coleccionador francês.

"Sur papier américain très fin, les 15 feuillets numérotés sont recouverts de cette écriture qui s’éloigne de la marge au fil du texte, si difficile à déchiffrer. Saint Exupéry se révèle tour à tour combattant et humaniste. La guerre y est décrite, vécue d’en haut avec la distance de l’aviateur. Dans le même temps, un paragraphe est consacré à l’homme qui veut sauver l’homme. Ce passage trouvera sa place définitive dans Citadelle écrit en parallèle de Pilote de guerre."

Igualmente foram postos à venda as cartas e textos científicos.

"Sur papier à en-tête, à l’encre bleue ou illustrées de croquis, la correspondance avec sa cousine Yvonne de Lestrange et les réflexions physiques et mathématiques laissent deviner une nature passionnée."

in Actualité, síte officiel


Poderão ainda visitar o sítio interactivo sobre Le Petit Prince aqui


Deixo então alguns dos capítulos mais encantadores de Le Petit Prince, numa versão de livro digital! Um momento de magia! O próprio virar da folha é audível.





Uma mensagem tão esquecida! Sempre fascinante! Não me canso de reler este pequeno livro intemporal!



C'est tellement mystérieux, le pays des larmes

Le Petit Prince, 1943


G-S

Fragmentos Culturais

29.06.2010


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Friday, June 25, 2010

Michael Jackson, inolvidável em foto inédita




Michael Jackson's blue eye
créditos: foto inédita Arno Bani (1999)

Doze retratos inéditos de Michael Jackson e 700 negativos de fotografias do cantor vão fazer parte de uma exposição para leilão, em Paris, em Dezembro. 
As imagens são assinadas pelo fotógrafo francês Arno Bani, foram praticamente mantidas em sigilo desde 1999, segundo informações avançadas pela casa de leilões Pierre Bergé & Associés

Michael Jackson conheceu Arno Bani pelo seu trabalho na revista Style, do jornal Sunday Times, nesse mesmo ano.




Michael Jackson The Future
créditos: foto Arno Bani


A sessão teria sido pensada por Michael Jackson para ilustrar o albúm Invincible previsto para  2001. Entretanto O compositor perdeu a sua casa de discos Sony Music. A editora optou por outra capa e outra fotografia. 

A sessão de fotos tornou-se uma obra artística: "...est une oeuvre à elle seule comme une performance artistique".

Esta a única fotografia divulgada. Mostra o "Rei da Pop" com um olho maquilhado em tom azul e representa uma versão estilizada de palhaço triste.

O responsável da casa de leilões francesa, Frederic Chambre, já fez saber que a licitação mínima para cada retrato é de mil euros.



Michael Jackson
par Arno Bani
Coedition : Éditions du Chêne and Pierre Bergé & Associés

Sabe-se que a editora Chêne/ Hachette publicará em Outubro um livro que conterá as fotos e que será comercializado em França e no mundo.




Michael Jackson
par Arno Bani
With picture mount
Numbered, dated and signed by Arno Bani


Um ano após a morte de Michael Jackson, dia 25 Junho 2009. O mundo parou e chorou.

G-S

Fragmentos Culturais

25.06.2010
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Referências:


Le Point.fr/ Culture


Wednesday, June 23, 2010

Concertos de S. João




Blind Zero | Casa da Música S. João 2010

E nesta noite de S. João, tenho um roteiro musical para vos propor! Ao ar livre, na praça da Casa da Música





Trabalhadores do Comércio
foto: Alberto Almeida

Música para todos os gostos! Orquestra Nacional do Porto, Trabalhadores do Comércio e Blind Zero. É só passarem por lá, mas antes podem consultar o programa no sítio da Casa da Música.

A entrada é livre até ser esgotada a lotação.

No que me concerne, ouvir os Blind Zero a apresentar o seu último trabalho Luna Parkeditado em Maio, vai ser muito bom. Para já oiço Snow Girl.  Gosto mesmo!






Vai ser uma excelente noite musical bem aromatizada pelo tradicional de manjerico.

Fica então uma fragrância breve dos Blind Zero, nessa noite de S. João:





"Luna Park" – o primeiro disco da banda em quatro anos – é resultante de um ano de trabalho em estúdio e foi descrito pelo próprio grupo como um “parque de diversões para adultos”.


Interessante!


G-S

Fragmentos Culturais

23.06-2010
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Monday, June 21, 2010

Jean-Paul Sartre: homenagem Google



google doodle (20.06.10)

Google continua com sua interessante série de doodles! Desta vez, a propósito do 105º aniversário do nascimento do filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre.



« Je ne connais qu’une Eglise : c’est la société des hommes »


Jean-Paul Sartre


Como se pode constatar, não foi apenas Saramago a tornar-se polémico! Só que no tempo de Sartre, a mediatização não se fazia à velocidade actual. Os meios estavam longe de ser os da actualidade.

Não vou tecer muitas considerações sobre o autor dado que é bem conhecido de todos nós. 

A sua vida de intelectual engagé suscitou também muita controvérsia e constrangimentos. Ficou conhecido  pela sua extensa obra, nomeadamente pelos paradigmas filosóficos que se reagrupam sob o nome de Existencialismo, nova corrente filosófica, e pelo seu empenhamento político. Fez parte da Résistance

Segundo Sartre " l'existence de l'homme précède son essence, lui laissant la liberté et la responsabilité de ses choix."

« En fait, nous sommes une liberté qui choisit mais nous ne choisissons pas d'être libres : nous sommes condamnés à la liberté. »

Sartre, L' Être et le Néant

Tinha um gosto muito especial pela leitura que exprime, mais tarde, no livro "Les Mots et autres écrits autobiographiques" (1964).



Ressalto a obra "Qu'est-ce que c'est la littérature" (1948), um ensaio manifesto da sua concepção da literatura 'engagée' 


La Nausée (1938) e Le Mur (1939) revelam o romancista de grande talento.

Jean-Paul Sartre foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1964 mas recusou-o, tornando-se assim a primeira personalidade a declinar o prémio. 

É sem dúvida uma das personalidades francesas incontornáveis do séc. XX, dada a versatilidade da prolífera obra, tanto filosófica como literária, bem como os seus engagements políticos. Marcou definitivamente a viragem do pensamento ocidental.

Foi na Ecole Normale Supérieure quando preparava a sua licenciatura em Filosofia que Jean-Paul Sartre conheceu Simone de Beauvoir, professora, com quem partilhou a sua vida, convicções e obra, embora sempre em relação aberta assumida pelos dois.



Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sarte

Ainda hoje se debate se a escritora Simone de Beauvoir teria sido feliz ao lado de Sartre. Mas os afectos que a uniam a essa personalidade, calou alguns dos seus verdadeiros anseios, segundo estudiosos da escritora. Mas isso daria um outro post dedicado a Beauvoir.

Continua patente no sítio web da Bibliothèque nationale de France uma exposição virtual muito interessante (2005) dedicada a Sartre. Poderá ser visitada aqui







Carnet de la drôle de guerre
septembre/octobre 1939
BNF, Manuscrit Sartre



G-S

Fragmentos Culturais

21.06.2010
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Referências
BNF/ Sartre
http://expositions.bnf.fr/sartre/arret/ind_litt.htm

Friday, June 18, 2010

José Saramago, a literatura ficou mais só!



José Saramago | Prémio Nobel de Literatura

A língua portuguesa perdeu o seu escritor mais controverso e sem dúvida um dos mais inovadores da literatura contemporânea. José Saramago, laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998. Único escritor protuguês a ser galardoado com este Prémio de Literuratura.

A sua fundação está vestida de negro! Apenas um comunicado discreto.

"...despedindo-se de forma serena e tranquila."

Escrevi em Março de 2008...

"Sei que José SaramagoPrémio Nobel da Literatura em 1998, não tem grandes simpatias! Conheço-o apenas das suas obras! E a ideia que tenho da sua personalidade vem das entrevistas e das palavras que vou ouvindo ou lendo nos meios de comunicação social.



José Saramago | Nobel Prize in Literature 1998
credits: Nobel Prize Award

Não posso, de modo nenhum, tirar-lhe o mérito pela inovação da literatura portuguesa num  código de escrita arrojado.

Tenho para mim que só a partir dele, outros grandes nomes se aventuraram nessa criativa perspectiva de olhar a escrita.

A palavra escrita tal como a palavra oral sofrem a evolução natural, modernizam-se! E enriquecem tantas vezes! Assim, tentar manter uma língua espartilhada numa escolástica sintáctica 
perene é impossível!

A evolução é saudável! Claro que me refiro ao uso da Língua Portuguesa com dignidade, respeito, orgulho, valorizando-a em tudo o que ela tem de mais belo, já que na sua génese se encontram as línguas clássicas, Grego e Latim."

G-S (03.03.2008)


José Saramago
créditos : RTP

Mas conheço bem pelos seus livros que li em grande número. Por profissão, e por gosto. Os que mais gostei ? Memorial do Convento (lido e tantas vezes analisado em contexto literário), Ano da Morte de Ricardo Reis, Evangelho Segundo Jesus Cristo, A Caverna.

Sempre consegui separar o homem do escritor. Mais importante do que quem cria, é a própria criação! Gosto de o ler! Tem um sabor diferente, a sua escrita! Aprecio a liberdade. Sem sintaxes ataviadas, usa das palavras com inovação, e junta-as a seu belo prazer, dignificando sempre a língua, num modo imaginativo articulado com esse discurso ficcional muito próprio. 

A última obra que li foi Caim! Mais um livro do autor a provocar tanto desconcerto entre leitores e críticos. E devo dizer que não me chocou, nem tive receio das palavras e ideias nele contidas. Um livro que se lê com apreço, introspecção crítica.


Não gosto muito de sua mulher, não sei explicar a razão, mas são daquelas coisas de instinto. Pareceu, no entanto aos olhos externos, sempre dedicada.

Escreveu Pilar, sua mulher, no blogue da Fundação Saramago, quando anunciou o novo livro do escritor.

"Este livro agarra-nos, digo-o porque o li, sacode-nos, faz-nos pensar: aposto que quando o terminardes, quando fizerdes o gesto de o fechar sobre os joelhos, olhareis o infinito, ou cada qual o seu próprio interior, soltareis um uff que vos sairá da alma, e então uma boa reflexão pessoal começará, a que mais tarde se seguirão conversas, discussões, posicionamentos", escreve ainda a presidente da Fundação Saramago no texto. Quase a concluir, Pilar del Río classifica o romance de José Saramago, 86 anos, como "literatura em estado puro".

Pilar del Rio

Reconheço que assim foi! Li o curto romance de uma vez, mas bem devagar! Paradoxo? Talvez não! Impossível não reagir, questionar, meditar! Olhei várias vezes esse infinito, numa introspecção bem silenciosa. Tal como quando li O Evangelho Segundo Jesus Cristo.

Transcrevo a curta frase que resume a obra: “A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele”. 

Saramago, Caim, Caminho, Outubro 2009, 1ª edição, pág. 91

Suponho, pela leitura que fiz, que Deus, deus como ele preferia escrever, não lhe era assim tão indiferente!

"Estavam no quarto. Fernando Pessoa sentado aos pés da cama, Ricardo Reis numa cadeira. Anoitecera por completo. Meia hora passou assim, ouviram-se as pancadas de um relógio no andar de cima, É estranho, pensou Ricardo Reis, não me lembrava deste relógio, ou esqueci-me dele depois de o ter ouvido pela primeira vez. Fernando Pessoa tinha as mãos sobre os joelhos, os dedos entrelaçados, estava de cabeça baixa. Sem se mexer, disse, Vim cá para lhe dizer que não tornaremos a ver-nos, Porquê, O meu tempo chegou ao fim, (...)

José Saramago,
 O Ano da Morte de Ricardo Reis, Caminho, 1984, 1ª edição


Este excerto poderia bem pertencer a... ano da morte de José Saramago. 


Quase diria que o diálogo se passaria entre Saramago e Borges, autor que  muito admirava.





G-S

Fragmentos Culturais

18.06.2010
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