Sunday, March 30, 2008

Uma questão de atitude... Hora Terra






Porto | Portugal
créditos: Fotolog Enfocado
http://www.enfocado.com/

Cidades portuguesas não apagaram as luzes.


As luzes das cidades portuguesas mantiveram-se ligadas às 20:00 horas de ontem, dia 29 de Março, apesar da iniciativa mundial que deixou às escuras mais de 370 cidades em 35 países.

Em 2007, a população de uma só cidade, Sydney, Austrália, em colaboração com a World Wildlife FoundationWWF  decidiu desligar as luzes durante uma hora.




Sydney Opera House & Harbor   bridge
credits: Mark Baker/AP 2008
http://www.ctvnews.ca/


Earth Hour organizada pelo Fundo Mundial para a Natureza - WWF (Austrália) tem como objectivo defender o Ambiente.

Este ano, mais de 370 cidades em mais de 35 países participaram na Earth Hour 2008, permanecendo de luzes desligadas, nos monumentos mais embelmáticos, durante uma hora (20:00 horas locais)

Uma enorme adesão a uma causa justa! Poupança de energia para defesa do ambiente em virtude das alterações climáticas é mesmo uma questão de atitude.






Portugal não fez parte desta iniciativa! O que é de lamentar. Falta de informação?

Nenhuma cidade portuguesa aderiu à Earth Hour, mas alguns cidadãos tomaram a iniciativa de desligar todas as luzes e equipamentos de suas casas  e colocaram tee-lights nas janelas, em sinal de adesão.

Foi esse o contributo português para preservar o Planeta Terra.


G-S

Fragmentos Culturais em defesa do planeta Terra

30.03.2008

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Thursday, March 27, 2008

Dia Mundial do Teatro




Teatro Nacional São João - Fachada
Porto | Portugal
foto: autor não identificado
"É irrepetível e absolutamente efémero: isso é que é fantástico, é o mistério do teatro! Não fica nada, só a memória do público, que entretanto vai morrendo..."


Mário Viegas|Samuel Beckett


Celebra-se hoje o Dia Mundial do Teatro. Nada melhor do que conhecer um pouco da história do Teatro São João, no Porto.

Foi a sul da referencial Praça da Batalha que se ergueu o conhecido "Teatro de S. João", no mesmo local onde avultava o teatro de ópera do mesmo nome, edificado entre 1796 e 1798, segundo projecto do arquitecto italiano e cenógrafo do Teatro de S. Carlos, Vicente Mazzoneschi, e intervenção pontual do pintor António de Domingos Sequeira (1768-1837), e que um incêndio acabaria por destruir em 1908.




Teatro S. João - sala
Foto: autor não identificado


Teatro S. João - interior
Foto: autor não identificado
http://www.actconsultantservices.co.uk/



Teatro S. João - interior
Foto: autor não identificado

"Originalmente apelidado de Real Teatro de S. João, em homenagem ao então príncipe regente e futuro D. João VI (1767-1830) - a par do nome escolhido para o Teatro de S. Carlos, em honra a sua esposa, D. Carlota Joaquina de Bourbon (1775- 1830) -, o actual teatro foi projectado pelo arquitecto José Marques da Silva (1869-1947), que, influenciado pelo restauro do Théâtre d'Amiens, introduziu linhas arquitectónicas e uma gramática decorativa bastante aproximadas às de outras obras da sua autoria, como a "Estação de S. Bento", embora S. João apresente, exteriormente, uma coloração muito própria, semelhante à granítica."

O Teatro Nacional São João preparou dois eventos para celebrar o Dia Mundial do Teatro:

Arquitecturas em Palco

"Uma quase inevitabilidade, a estreia nacional de Arquitecturas em Palco no Teatro Nacional São João, exposição que valeu a João Mendes Ribeiro a Medalha de Ouro, na categoria “Best Stage Design”, na Quadrienal de Praga 2007 – 11.ª Exposição Internacional de Cenografia e Arquitectura para Teatro."(...)

Dia Mundial do Teatro x 3

"Do Salão + ou - Nobre ao Claustro do Mosteiro de S. Bento da Vitória são muitos os palcos para celebrar na nossa companhia esta coisa multiforme a que chamamos teatro. Um programa intenso e transdiciplinado distribuído ao longo de três dias nos três espaços que agora compõem o TNSJ."

http://www.tnsj.pt


Lamentavelmente, o Teatro Nacional São João não previu actividades ou peças para públicos juvenis.


O Museu de Teatro que se associa obviamente a esta festa, teve essa preocupação pedagógica. Consulte a programação aqui


Não deixe de visitar algumas das Exposições virtuais, nomeadamente a Viagem à volta de uma cadeira dedicada ao introdutor do Teatro em Portugal, o grande escritor Almeida Garrett


Revista Literária | Almeida Garrett
http://www.instituto-camoes.pt/


"O teatro é um grande meio de civilização, mas não prospera onde não a há!"

Almeida Garrett

Vá ao teatro!

G-S

27.03.2008
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Sunday, March 16, 2008

Por Tibete




Tibete
credits: Getty Images, 2008
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Tibet 2008
Foto: AFP
http://3.bp.blogspot.com



 
Monge budistas | Tibete
REUTERS | Gopal Chitrakar (NEPAL)
http://i298.photobucket.com



Sonhe, acredite e principalmente Faça!

"On the occasion of the 49th anniversary of the Tibetan people's peaceful uprising in Lhasa on 10 March 1959, I offer my prayers and pay tribute to those brave men and women of Tibet who have endured untold hardships and sacrificed their lives for the cause of the Tibetan people and express my solidarity with those Tibetans presently undergoing repression and ill-treatment. I also extend my-greetings to Tibetans in and outside Tibet, supporters of the Tibetan cause and all who cherish justice."

S. S. Dalai Lama, discurso no 49º Aniversário da revolta pacífica do povo tibetano, 10.03.2008



G-S

Fragmentos de Solidariedade

21.03.2008

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Sunday, March 9, 2008

Maria Gabriela Llansol : tributo



Gray*White*a little bit Yellow
Yoshiko


"Chegámos a um estado de tão profunda fragilidade e pequenez, que se tornava importante saber se tínhamos vivido, ou se tínhamos sonhado o nosso passado. A diferença é mínima, mas o desencanto pode ser mortal.
Ir buscar plenitude, é garantir a respiração harmónica e metódica do meu corpo nascido para perdurar» De um falcão no punho.!


Maria Gabriela Llansol, De um falcão no punho, 1985

Maria Gabriela Llansol, de ascendência espanhola, nasceu em Lisboa em 1931 e é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea. 

Morreu aos 76 anos na sua casa de Sintra, dia 03 de Março de 2008. 

A escritora Maria Gabriela Llansol venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) em 2006, pela obra Amigo e Amiga - Curso de Silêncio de 2004 (Assírio e Alvim).

Foi a segunda vez que foi galardoada com este prémio, depois de, em 1990, ter sido distinguida pela obra "Um beijo dado mais tarde".

O Grande Prémio de Romance e Novela já distinguiu 21 autores portugueses, entre os quais Agustina Bessa-Luís, Vergílio Ferreira e António Lobo Antunes.

O espólio literário de Maria Gabriela Llansol foi doado à Associação de Estudos Llansolianos, criada em 2006 para estudar a obra da escritora.

"Até hoje, a autora nunca deixou de acompanhar a escrita dos seus mais de trinta livros com a destes cadernos, que, apresentando paralelos e convergências com as obras editadas, vão muito para além delas e construirão um instrumento fundamental para a investigação e o esclarecimento da Obra desta autora da nossa literatura contemporânea."

João Barreno

Os cadernos, que contêm quinze a vinte mil páginas e papéis manuscritos, apresentam textos, desenhos e colagens da autora.

Maria Gabriela Llansol deixa obras como "O Livro das Comunidades" (1974), "Causa Amante" (1984), "Um falcão no punho" (1985) e "Um beijo dado mais tarde" (1990).



O Livro das Comunidades
http://espacollansol.blogspot.com

"Maria Gabriela Llansol é um caso ímpar na ficção contemporânea, de jorrante, inesperada e original criatividade.

O texto é a única forma de identificar o sexo e a humanidade de alguém porque, ó poeta estranho, o sexo de alguém, é a sua narrativa. A sua, ou a que o texto conta, no seu lugar. Assim o sexo será como for o lugar do texto."

Lisboaleipzig 2

Voz das mais secretas e discretas na literatura portuguesa contemporânea de difícil classificação porquanto a sua escrita quebra constantemente as fronteiras - em cada um dos seus livros ou no Livro único que parece escrever ao longo dos anos - entre prosa e poesia, ficção e diário, romance e novela. 

DGLB




Maria Gabriela Llansol
http://www.webboom.pt

"Aliando a subjectividade enunciativa a um forte pendor mítico de implicação lírica, que funda numa visão da vida e do mundo de tipo religioso herético, sensualista e naturalista, a sua ficção caracteriza-se por uma hibridez de registos e de convocação, temporal e espacial de entidades, que no entanto assume uma coesão que lhe é dada por uma marca discursiva persistente e inconfundível."

Quando se deseja alguém, como tu desejas Infausta, e ela deseja Johann, é o seu lugar cénico que se deseja,
os gestos do texto que descreve no espaço
e chamar-lhe
precioso companheiro;
de mim, direi que fui uma vez enviado,
trouxeste a frase que nunca antes leras,
o meu corpo a disse, e não reparaste que ficaste com ela escrita.

Lisboaleipzig 2

G-S

Fragmentos Culturais

10.03.2008
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Sunday, March 2, 2008

Borges por Saramago : dois grandes da literatura contemporânea





José Saramago (caricatura)
http://pwp.netcabo.pt/

Autoritárias, paralisadoras, circulares, às vezes elípticas, as frases de efeito, também jocosamente denominadas pedacinhos de ouro, são uma praga maligna, das piores que tem assolado o mundo. Dizemos aos confusos, Conhece-te a ti mesmo, como se conhecer-se a si mesmo não fosse a quinta e mais dificultosa operação humanas, (...)

José Saramago
, A Caverna, Caminho, 2000, 2ª edição


Sei que José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, não tem por cá, grandes simpatias! Conheço-o apenas pelas suas obras! E a ideia que tenho da sua personalidade vem das entrevistas e das palavras que vou ouvindo nos meios de comunicação social.


No entanto, não posso de modo nenhum tirar-lhe o valor pela iniciação de uma nova literatura em Portugal e de um novo código de escrita.

Tenho para mim que só a partir dele, outros grandes nomes se aventuraram numa nova perspectiva de olhar a escrita literária. Portanto, não posso retirar-lhe esse mérito inovador!


A escrita tal como a palavra oral sofrem a evolução natural, e mantê-las dentro de uma escolástica perene, é impensável.


A evolução é saudável.
Claro que me refiro ao uso da Língua Portuguesa com dignidade, respeito, orgulho, valorizando-a em tudo o que ela tem de mais belo, já que na sua génese se encontram as línguas clássicas.


Devo, desde já afirmar que sou contra o Acordo Ortográfico! Mas nem aqui me vou debruçar sobre opiniões pessoais desse cariz.

Serve este texto para divulgar que Saramago promoveu e participou na Conferência sobre Jorge Luís Borges "Falando sobre Borges" que teve lugar na sua casa em Lanzarote, e que contou com a presença de Maria Kodama, viúva do escritor argentino.




"A conferência marca o início de um ciclo de encontros na Biblioteca da Fundação José Saramago, em Lanzarote, que se converterá num espaço público para «debater ideias» sobre temas como literatura, arte, política e temas da actualidade."

Lusa/Sol




Jorge Luis Borges | A LIFE
Edwin Williamson | Editora Penguin Books
https://www.amazon.com/

Jorge Luís Borges é um dos maiores escritores do século XX. No entanto não foi nunca premiado ou contemplado com o Nobel da Literatura. Praticou um género curto que revela ensinamentos filosóficos.


(...) com humor agridoce e o coração apertado, Borges recebeu em cada Outubro dos seus últimos vinte anos a notícia de que não tinha merecido o Prémio Nobel. Adoptou uma expressão de quem sabe perder. Muitos indignaram-se. Discriminação extraliterária contra o maior escritor vivo! Em contrapartida, o visado manteve a imagem imutável do homem sozinho na sua biblioteca, do cego que como Homero não escreve para as academias ou para os prémios, mas que dita e filtra as palavras para a memória do tempo e o ouvido interno, que não admite falsas notas.(...) 

Jorge Luís Borges

Saramago confessa que sofreu grande influência deste autor, o que se repercute nomeadamente no seu livro "O Ano da Morte de Ricardo Reis".




O Ano da Morte de Ricardo Reis
José Saramago, 1984
Editora Círculo de Leitores
créditos: Fundação Saramago

"Estavam no quarto. Fernando Pessoa sentado aos pés da cama, Ricardo Reis numa cadeira. Anoitecera por completo. Meia hora passou assim, ouviram-se as pancadas de um relógio no andar de cima, É estranho, pensou Ricardo Reis, não me lembrava deste relógio, ou esqueci-me dele depois de o ter ouvido pela primeira vez. Fernando Pessoa tinha as mãos sobre os joelhos, os dedos entrelaçados, estava de cabeça baixa. Sem se mexer, disse, Vim cá para lhe dizer que não tornaremos a ver-nos, Porquê, O meu tempo chegou ao fim,"(...)

José Saramago,
O Ano da Morte de Ricardo Reis,
Caminho, 1984, 1ª edição


Este foi um dos livros que gostei mais de ler. Do mesmo modo, "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Memorial do Convento"!




Memorial do Convento
José Saramago
edições Caminho 1994


"Era uma vez um Rei que fez a promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez.!

Memorial do Convento, 22ª ed.,
Lisboa, Editorial Caminho, 1994


Recentemente recuperado de uma pneumonia, José Saramago já retomou a escrita do seu próximo romance que segundo explicou o próprio á Lusa na terça-feira se intitula «A viagem do Elefante».

A obra está bastante avançada, será terminada em Lisboa até Junho e lançada no Outono, confirmou Saramago.

"Voltei a escrever, já tenho 70 ou 80 páginas. Tive que interromper a escrita pelo período da minha convalescença e doença" - explicou  o escritor, numa entrevista à Agência Lusa.

G-S

Fragmentos Culturais

03.03.2008

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